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"QUERO MUITO E VOU TRABALHAR PARA SERMOS CAMPEÕES NACIONAIS."

Carlos Fonseca
D.R.

Carlos Fonseca é, aos 31 anos de idade, o treinador da equipa de futebol de 11 masculino da Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro (UTAD). Depois de um percurso ligado ao futebol desde os oito anos de idade, Carlos Fonseca é, agora, responsável pelos treinos da equipa que irá representar a UTAD no primeiro Torneio de Apuramento (TA) para os Campeonatos Nacionais Universitários (CNU’S), deste ano letivo. O TA joga-se na próxima semana, no Algarve.

Daniela Pereira (DP): Como é que encarou o desafio de treinar a equipa de futebol de 11 masculino da UTAD?
Carlos Fonseca (CF): Foi um desafio diferente. Eu já tinha tido uma experiência no futebol de 11, que para mim é completamente diferente do futebol de 7, nos juniores do Sport Clube de Vila Real. Essa experiência não foi muito boa. Por isso, voltei para o futebol de sete que era a área onde comecei e onde me queria especializar. Este ano surgiu a oportunidade de trabalhar aqui na universidade. Eu como já fiz parte da associação académica, como dirigente e como jogador de futebol, aceitei o convite deles de bom grado. Uma vez que gosto muito de futebol e quero dar o meu melhor em prol desta associação que muito me deu e muito me ajudou a crescer como homem. Não tinha como dizer que não. E vou tentar fazer tudo para que tenhamos muito sucesso.
DP: Quantos alunos apareceram nos treinos de captação e quantos foram selecionados?
CF: Em média apareceram 30, 35 por treino, ao todo passaram aqui 83 atletas. Nós optamos por ficar com 26 jogadores.
DP: De entre tantos jovens atletas, com o objetivo de integrar a equipa, como é que foi feita a seleção?
CF: Dar um treino para 35 pessoas não é fácil. Optamos por várias estratégias para garantir que toda a gente estava em movimento. Não foi fácil. Mas fomos observando várias situações. Entretanto, durante o decorrer das captações, que duraram 3 semanas, fizemos jogos contra equipas federadas, aqui da Associação de Futebol de Vila Real. Onde nós conseguimos definir quem ia ficar, porque os colocamos em situação de jogo. Aí, quem nos deu melhor resposta, foi selecionado.
DP: O Torneio de Apuramento (TA) que se vai realizar na próxima semana, no Algarve,

só permite a participação de 16 jogadores. Com base em que critérios é que foi feita essa triagem?

CF: É complicado. De início não era isto que tínhamos planeado. Treinamos com 26 atletas e tínhamos mais opções dos clubes, mas alguns desses clubes não nos conseguiram dispensar os jogadores, o que é compreensível, devido aos compromissos que eles têm no seu campeonato. Mesmo assim, ia ser difícil escolher só 18, que é o número de atletas que costuma participar, mas a associação optou por permitir apenas 16, por questões económicas, o que tornou a decisão ainda mais custosa. Mas vamos levar os 16 que nós achamos que estão melhores, que fazem mais posições, porque vamos fazer uma viagem muito grande, vamos fazer 5 jogos e vamos com pessoas, não vamos com máquinas. E acho que a associação aí tem de trabalhar um bocadinho melhor, porque se querem resultados tem de haver condições. Não é fácil trabalhar assim, vai haver pessoas que vão sair de lá muito massacradas.
DP: A poucos dias do início de uma competição tão importantes já se definirão, certamente, estratégias. Qual vai ser o sistema de jogo utilizado?
CF: O sistema que vamos utilizar é aquele sistema que treinamos mais vezes. Que foi o 4:3:3. Tivemos muito pouco tempo para optar por outros sistemas e não vale a pena inventar. Porque num mês eles têm muita informação para assimilar e se colocássemos mais dois ou três sistemas iria ser pior. Optamos pelo 4:3:3 desde início. Nos jogos que fizemos contra equipas federadas funcionou, por isso o nosso sistema vai ser esse.
DP: Como é que encaram os vossos adversários?
CF: Eu não conheço os jogadores das equipas que vamos defrontar, porque da mesma forma que a nossa equipa tem atletas novos, as outras também terão. Mas sei que há equipas que têm uma maior proximidade com o clubes e que têm mais facilidade em levar atletas desses mesmos clubes. Como é o caso da Universidade do Minho. Há equipas que são muito fortes, mas vamos tentar, com as nossas armas, combater isso.
DP: Quais são as expectativas para este TA?
CF: As expectativas para este TA e para os restantes TA’S e CNU’S são elevadas. A partir do momento que aceitei este desafio que disse isso. Quero levar a equipa aos CNU’S diretamente. E depois quero muito, e vou trabalhar para sermos campeões nacionais.
DP: Ao representarem a UTAD estão consequentemente a representar os alunos da academia. Sentem o peso do reconhecimento por parte desses alunos?
CF: Ainda não tenho uma resposta muito válida para essa pergunta, porque é a primeira experiência que eu vou ter como treinador da Associação Académica da UTAD. Mas claro que sinto o peso, porque fui eu, no meio de vários treinadores, o escolhido para treinar esta equipa. E sendo eu o escolhido, tenho de dar o meu melhor.
DP: Estes torneios são uma motivação para os atletas e para as equipas técnicas?
CF: Sem dúvida. No futebol, como em outras modalidades desportivas, nós treinamos para jogar. E o jogo serve para ver se andamos a treinar bem ou mal. Nós treinamos o ano todo e temos apenas dois TA’S e, caso nos apuremos, os CNU’S. Como passamos muito tempo sem competições, para evitar que os atletas desmotivem vamos organizar jogos contra as equipas federadas aqui de Vila Real.

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