Home>BIRD Magazine>DIA MUNDIAL DA DIABETES – A EPIDEMIA QUE NÃO PÁRA DE CRESCER
BIRD Magazine

DIA MUNDIAL DA DIABETES – A EPIDEMIA QUE NÃO PÁRA DE CRESCER

O Dia Mundial da Diabetes é comemorado a nível mundial em mais de 200 associações-membros da International Diabetes Federation, em mais de 160 países de todo o mundo; em todos os estados membros das Nações Unidas, assim como noutras associações e organizações, empresas, profissionais de saúde, pessoas com diabetes e suas famílias.

O Dia Mundial da Diabetes (WDD) é a maior campanha a nível mundial de consciencialização sobre a diabetes. Criado em 1991 pela International Diabetes Federation (IDF) e pela Organização Mundial da Saúde (OMS) como resposta ao aumento alarmante de casos de diabetes no mundo, tornou-se, em 2007, dia oficial de saúde da ONU após aprovação das Nações Unidas em dezembro de 2006. 
O Dia Mundial da Diabetes integra uma campanha global que apresenta anualmente um tema escolhido pela Federação Internacional de Diabetes, tendo por objetivo focar os diferentes aspetos da comunidade internacional da diabetes. 
Apesar da campanha decorrer durante todo o ano, o dia é comemorado hoje, a 14 de novembro, para celebrar o aniversário de Frederick Banting, que, juntamente com Charles Best, concebeu a primeira ideia que levou à descoberta da insulina em 1922.
O número de crianças e jovens com diabetes está a aumentar, tendo duplicado nos últimos dez anos. Ao todo, só em 2010 morreram em Portugal quase cinco mil pessoas devido a esta doença, segundo dados do observatório da diabetes.

Existem três tipo de diabetes. A saber:

Diabetes tipo 1
O sistema imunológico destrói as células beta (β) produtora de insulina do pâncreas, por isto elas deixam de produzir insulina. Isto significa que o corpo não pode usar a glicose como energia. Pessoas com diabetes tipo 1 precisam de injeções de insulina todos os dias para se manterem vivas.
Diabetes tipo 2
O pâncreas não produz insulina suficiente ou o organismo não consegue usar a insulina corretamente, resistindo a ação da insulina. A glicose não entra nas células em quantidades suficientes. O diabetes tipo 2 é mais comum em pessoas acima dos 45 anos, mas pode aparecer em crianças e em pessoas obesas (cerca de 80% prevalecendo a obesidade tipo andróide) e não dependem de insulina para o controle glicêmico.
Diabetes gestacional
As mudanças hormonais da gravidez demandam mais insulina que o corpo pode fabricar. Após o nascimento do bebé, os níveis de glicose sanguínea retorna ao normal na maioria das mulheres. Mulheres que tiveram diabetes gestacional tem maior risco de desenvolver o diabetes tipo 2 posteriormente. Ocorre em 2% a 4% das mulheres no segundo ou terceiro trimestre da gravidez. Caracteriza-se pela intolerância variável ao carbohidratos.
Luís Gardete
DR
Em declarações ao Semanário Expresso, o médico Luís Gardete afirma que “esta “epidemia” é ainda a primeira causa de enfartes e consome cerca de oito por cento do orçamento da saúde, ou seja, mais de
1200 milhões de euros, em crescimento acelerado devido aos maus hábitos de vida, isto é, má alimentação e sedentarismo, bem como ao envelhecimento da população”.
Para combater o sedentarismo, António Paes Duarte, especialista em Medicina Interna, recomenda aos seus doentes pequenas estratégias com efeito a longo prazo, como por exemplo, aumentar diariamente o número de passos.
“Peço-lhes que comprem um pedómetro e que comecem por contar o número de passos que dão diariamente. A partir daí, o desafio é dar mais cem passos todos os dias”, conta Paes Duarte ao Expresso. “Para o conseguir, sugiro que deixem o carro um pouco mais longe do local de trabalho ou que saiam do autocarro uma paragem antes”, recomenda. 
Recusando olhar para a prevenção da diabetes como uma questão moral, Paes Duarte defende que a melhor forma de prevenir a doença é “andar a pé, comer menos e não se deixar engordar”.

Deixe uma resposta

O seu endereço de email não será publicado.

Este site utiliza o Akismet para reduzir spam. Fica a saber como são processados os dados dos comentários.