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SEMANA QUE PASSOU, MAS QUE DEVE FICAR

Assim vai o mundo. Assim anda o país.
Percorremos algumas das principais notícias desta semana no jornal Público e considerámos necessário partilhá-las no “Presos na Rede”.
Um abanão de realidade, um murro no estômago, um abre-olhos…a terminologia pode variar, mas que não varie a dose de atenção que se deve prestar a estas notícias.


Angola: Morto a colar cartazes

Manuel Hilberto Ganga era membro da ala juvenil da coligação eleitoral Convergência Ampla de Salvação de Angola (CASA-CE) e a sua morte foi denunciada às primeiras horas da manhã de sábado por Abel Chivukuvuku, antigo quadro da UNITA e agora líder da CASA-CE, segundo maior partido da oposição, quando a manifestação da UNITA ainda não tinha saído para a rua. Chivukuvuku disse que o dirigente da ala juvenil do partido fora abatido a tiro quando colava cartazes, com um grupo, na perspetiva da manifestação. 
Ao final do dia, a polícia confirmou a informação e disse que o jovem tinha sido morto a tiro quando tentou fugir, na sequência de uma ordem de detenção por ter sido surpreendido, com outros elementos daquele partido, a violar o perímetro de segurança da Presidência da República, informou o porta-voz do Comando Geral da Polícia, subcomissário Aristófanes dos Santos, aos jornalistas em Luanda. Citado pela Lusa, o subcomissário acrescentou que 292 pessoas tinham sido detidas em várias províncias no sábado e que seriam libertadas à medida que fossem sendo identificadas.

Síria: Crianças morrem primeiro
Morreram mais de 11 mil crianças e adolescentes com menos de 17 anos nos últimos dois anos e meio de guerra na Síria.
O Oxfam Research Group publicou, este domingo, um estudo intitulado Futuros Roubados: O balanço escondido das mortes de crianças na Síria. Os autores mergulharam nos dados, para extrair mais do que números – aterradores, por si – o que está por detrás deles, ou seja, como e onde as crianças morreram.
Na maioria, as crianças e adolescentes foram vítimas de bombas ou outras armas explosivas – mais de 7500 das mais de 10.500 mortes registadas em crianças, ou sete em dez crianças. Mas muitas – cerca de um em quatro crianças – não foram apanhadas pela violência, mas alvo dela. Em 389 casos, as crianças ou adolescentes foram mortos por atiradores furtivos (snipers); 764 foram vítimas de execução sumária, e entre estas, há registo de 112 mortes por tortura. 

Portugal: Chamem a polícia

Pela primeira vez os polícias do sector da segurança interna participaram em conjunto numa manifestação, em protesto contra os cortes previstos no Orçamento do Estado 2014 (OE). Em frente à Assembleia da República (AR), o ambiente foi de tensão.
Apesar de o ambiente ter acabado por serenar, a tensão foi visível, com manifestantes a empurrarem as grades, que acabariam por ser recuadas, tendo os profissionais, que protestam contra os cortes previstos no OE, acabado por conseguir subir a escadaria.

Portugal: Este país não é para doentes
Portugal é, depois da Grécia, o segundo país que menos dinheiro público gasta nos cuidados continuados de saúde, de acordo com os dados da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico (OCDE) que comparou este indicador em 26 países.
Os números fazem parte do relatório Health at a Glance 2013, cujos dados preliminares tinham sido avançados em Junho pela OCDE, tendo o relatório final sido agora publicado.
Portugal: Geração nem-nem
Portugal já tem quase meio milhão de jovens que não estudam nem trabalham
São os chamados “nem-nem”. Jovens entre os 15 e os 34 anos que não têm emprego, não estudam, nem estão em formação. De 2008 para cá, há mais 92 mil nesta situação.

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