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Daniela Pereira: "Sonho muitas vezes que sou remunerada, justamente, por esse trabalho"

Daniela Pereira,
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Daniela Pereira diz caber “numa mão cheia de sonhos” e, ao viver no meio deles, acaba por se misturar com tudo o que a possa fazer feliz de uma forma ímpar. Assim se misturou com o jornalismo. Assim pegou num dos seus sonhos e assim o tenta realizar. 

Se não fosse o jornalismo, era o quê?

DP: Ciências políticas, assessoria de imprensa, relações públicas, comunicação organizacional, já tudo me passou pela cabeça. E, por tudo isto já ter sido uma possibilidade é que escolhi o jornalismo. Agrada-me, particularmente, a possibilidade de poder fazer coisas diferentes todos os dias. Fazer do uso das palavras profissão.

Os saltos altos levam-te onde quer que queiras ir?

DP: O barulho, que por vezes fazem, incomoda muita gente. Mas nunca foi de me deter pela reprovação de ninguém. Diria mesmo, que me levam mais longe. Carregam a força de uma luta muito maior do que eu ou mesmo do que a minha geração. Servem-me de inspiração.

Como é o teu humor à segunda-feira?

DP: Um pouco mais negro que o habitual. Principalmente, se estivermos a falar da segunda-feira de manhã. Parece um lugar comum, mas a verdade é que para mim a segunda feira, como para a maior parte dos mortais, é um dia particularmente difícil de gerir. A ociosidade característica do fim de semana é penosa de abandonar. Em boa verdade, o mau humor é praticamente condição sine qua non da minha existência.

O que não pode faltar no teu dia-a-dia?

DP: Muita coisa. Sou por defeito uma pessoa de vícios. O café para acordar. As notícias para me manter atualizada. Uma boa revista para preservar a minha sanidade mental. Uma visita às redes sociais, à caixa de e-mails, aos blogs. A Internet é, atualmente, um dos meus maiores vícios. 

Quais são os teus maiores medos?

DP: Assusta-me pensar no futuro. Assusta-me perceber a condição dos jornalistas no nosso país. Medo tenho todos os dias. Mas se não tivesse uma relação saudável com ele não teria escolhido esta carreira. 

E os teus maiores desejos?

DP: O meu maior desejo passa por trabalhar como jornalista. Mas tenho desejos menores. Sonho muitas vezes que sou remunerada, justamente, por esse trabalho.

Em que situações te faltam as palavras?

DP: Há momentos, embora raros, que dispensam palavras.

Que imagem julgas que têm as pessoas de ti?

DP: Cada pessoa é um caso. Na generalidade, antes de me conhecerem, imaginam uma pessoa fechada, de trato difícil. Deixam enganar-se pela minha preocupação notória com a imagem e subestimam a minha capacidade intelectual.

Qual gostarias que tivessem?

DP: Gostava, sem dúvida, que as pessoas, de um modo geral, fossem menos preconceituosas. Que não se iludissem tão facilmente. Que não formassem opiniões sem conhecimento de causa. Gostava de ser rotulada pelo meu trabalho e não pela roupa que escolho a cada manhã.

No espelho, do que mais gostas em ti?

DP: Gosto do reflexo, no geral. Tomo cuidados com a minha imagem porque gosto de me sentir bem. No nosso trabalho é bastante importante manter uma imagem cuidada. No nosso e em quase todos. Sem cair no exagero, a autoestima não faz mal a ninguém.

Se tivesses à mão uma lista, o que escolhias para realizar já?

DP: Uma viagem pelo mundo. Conhecer pessoas e as suas culturas. Porque, como se costuma dizer, o conhecimento não ocupa lugar.

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