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RICARDO PINTO

Ricardo Pinto numa aula de Laboratório de Jornalismo
D.R.

Ricardo Pinto, natural de Amarante, tem 24 anos de idade e cedo descobriu a área onde pretende desenvolver a sua carreira: o jornalismo.
Hoje, a Bird Magazine dá a conhecer melhor um dos responsáveis por este projeto.


Daniela Pereira (DP) – De todas as profissões do mundo, porquê o jornalismo?

RP – Porquê o jornalismo? Boa questão. A minha vida académica não começou ligada à comunicação, aliás bem longe disso. Fiz o ensino secundário na área das Ciências e, a verdade é que terminei o secundário com uma excelente média. Medicina estava fora de questão: acima de tudo, acho que para se ser médico é preciso ter vocação, algo que nunca senti. Um pouco indeciso, lá concorro para Fisioterapia, creio também que por influência de alguns professores e familiares. Conclui os dois primeiros anos desse curso, no Porto, no ESTSP, e como diz Lavoisier “nada se perde, tudo se transforma”. Ingressar em Ciências da Comunicação foi algo que sentia falta: o querer estudar aquilo que realmente me interessa, se arranjo ou não trabalho na área, isso já é outra questão. Numa sociedade tão conturbada como a nossa, nada está decidido, pelo que considero que devemos, em primeiro lugar, lutar pelos nossos sonhos. Como dizia Pessoa, “Sem a loucura o que é o homem/ Mais que a besta sadia/ Cadáver adiado que procria?”

DP – No meio da comunicação social quem, ou quais, são as suas referências e inspirações?
RP – Ao falares-me da comunicação social em geral, dás-me um maior leque de escolhas. Em termos de jornalistas, e apesar de todas as críticas que possam existir, a Manuela Moura Guedes sempre foi um ícone para mim. Se o que ela faz é ou não jornalismo isso daria azo a outra discussão. Depois a Judite Sousa, Clara de Sousa, Sandra Felgueiras, entre outros. Depois há claro comunicadores natos na televisão portuguesa: Júlia Pinheiro, Manuel Luís Goucha.
DP – Se tivesse que escolher uma peça jornalística que o tenha marcado, qual seria? Porquê?
RP – A peça jornalista que mais me marcou e ainda marca, inclusivamente já o disse à própria pessoa, foi uma entrevista que realizei a Susana Dias. Professora, num determinado dia da sua vida descobre que tem cancro e a forma aberta como falou comigo acerca da sua doença foi uma lição de vida que jamais esquecerei. Aliás, quando estou com algum problema lembro-me sempre dessa entrevista, e de como o meu problema é tão “pequenino” à beira da sua grande história de vida.
DP

–  Ao longo do seu percurso jornalístico qual foi a situação mais caricata que lhe aconteceu?

RP – Talvez a primeira reportagem audiovisual que tive que fazer. Foi logo no início da licenciatura. Lembro-me que tinha de fechar a reportagem e deu-me um “ataque de riso” inexplicável, pelo que tive de pedir ao operador de câmara para gravar novamente.
DP – Já sentiu medo enquanto exercia a sua profissão? Quando?
RP – Medo não. Mas já tive de lidar com algumas situação de pressão, que com conversa e sobretudo persistência se ultrapassam.
DP – Qual foi a maior alegria que o jornalismo lhe proporcionou?
RP – Talvez o facto de ter criado um blogue pessoal me tenha feito encontrar velhos e bons amigos, que acaba por ser uma das vantagens das redes sociais.
DP – Rádio, televisão, jornais, revistas. Qual o seu preferido?
RP – Gosto de todos um pouco, mas se tivesse de escolher talvez rádio ou imprensa escrita.

DP – Entrevistas, notícias, reportagens, crónicas. O que é que mais gosta de fazer?
RP – Entrevistas, sem dúvida. Já me chamaram “Daniel Oliveira”, agora basta saber se isso é um elogio ou uma crítica!
DP – Numa frase como é que define a profissão que escolheu?
RP – Dedicação à causa.
DP – Se tivesse a oportunidade de mudar algo no jornalismo, o que seria?

RP – Talvez reformar alguns “monstros” do audiovisual e repartir os seus ordenados milionários por dezenas de jornalistas.

DP – O que é para si a característica mais importante desta profissão?
RP- Seriedade na investigação.
DP – Que projetos está a desenvolver neste momento?
RP – Sobretudo de cariz de investigação académica, que é outras das minhas paixões.
DP – Quais são as expectativas para o futuro?
RP – Não sou de me firmar em expectativas. Prefiro viver o momento. “Carpe diem” do meu homónimo Ricardo (Reis)!
DP – O jornalismo ainda pode sonhar com um futuro, dentro das fronteiras deste país, à beira mar situado?
RP – Tudo é possível, desde que não deixemos de acreditar em nós mesmos.
DP – O futuro do jornalismo passa por…
RP – Uma maior difusão nas redes sociais, sem dúvida.

DP – O futuro do Ricardo passa por…

RP – Não faço futurologia, senão respondia-te com a célebre frase: “o futuro está escrito nas estrelas”!

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