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IGUALDADE VS. RESPEITO

CATARINA DINIS
Entramos ainda há pouco no mês de Março e ele esta repleto de datas comemorativas e sem dúvida além da primavera, temos o tema fulcral nestes últimos dias… o dia internacional da mulher. Pois é, pessoalmente, a minha opinião é talvez divergente de muitas pessoas, mas não vejo o dia da mulher, como um dia maravilhoso e fantástico porque essa não é a verdade, é muito mais ofusco. O nosso mundo não é cor-de-rosa. Além do mais todos os dias deviam de ser uma constante luta para as mulheres e homens, para “ resgatar” uma mulher que por alguma situação em especial está mais desprotegida ou em desvantagem.
Se pensarmos na história da nossa civilização não podemos deixar de ver, que vivemos durante imenso tempo nas cavernas. O homem tinha determinadas tarefas, que o obrigavam a sair do seu perímetro de segurança como a caça e a pesca e a mulher tinha outras funções, como preparar os alimentos e cuidar dos filhos. Durante milénios e durante a época medieval, a mulher era vista como submissa pois era temida. Considerava-se que a mulher era o pecado, a carne fraca. O casamento não tinha nunca o objetivo de unir pessoas que se amam, ou o objetivo de dar prazer a alguma das partes, e sim o objetivo da procriação, quando se casava simplesmente trocava de homem ao qual tinha que se submeter (de pai para agora marido). E no inicio do Século XX as mulheres puderam ser emancipadas, assumiram o poder com o compromisso em todas as etapas de sua vida e também mantiveram postura diante às exigências relacionadas às responsabilidades assumidas, a mulher conseguiu igualizar de certa forma os seus direitos, como por exemplo, o direito de poder estudar, votar, trabalhar, expressão, pensar, decidir o seu destino, gostar, gozar da sua sexualidade, julgar e tomar decisões sobre a sua vida. A busca pela igualdade social foi marcada por reivindicações e milhares de movimentos realizados pelas mulheres, acabando por surgir uma proposta da comemoração do Dia Internacional da Mulher, estipulado para o dia 8 de Março 
Mas será que esta adaptação histórica, tornou a vida da mulher e do homem mais feliz? Será que depois da busca da igualdade algum dia a mulher irá lutar pelo respeito. Prefiro acreditar mais nesse “ respeito”, é mais real, do que igualdade, que todos os dias tocamos, mas é uma utopia. Homem e mulher são distintos e ai está um encanto. O que um tem de único enquanto ser, completa o outro… e vice versa.

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