Home>BIRD Magazine>FRONTEIRAS DA MÚSICA
BIRD Magazine

FRONTEIRAS DA MÚSICA

CATARINA DINIS
Junho, o mês do sol, dos santos populares, dos manjericos, das sardinhas, da alegria e boa disposição, tem igualmente a celebração do dia europeu da música, neste passado domingo, dia 21 de junho. Musica fonte de inspiração para a vida e quem será que consegue viver sem ela? Cada instante das nossas vidas parece existir uma intensa banda sonora. Uma canção pode trazer -nos as brincadeiras e sons da infância, a lembrança do primeiro amor, o primeiro beijo, o primeiro adeus, a primeira separação eterna. É nestes momentos que ela, a música nos envolve, como que a acariciar a nossa alma. A música cria emoções: a tristeza, a alegria, o ódio, o amor, a revolta, a tranquilidade… Sabe-se que a música é fundamental na nossa sociedade, já desde os tempos pré-históricos onde podemos encontrar vestígios de instrumentos líricos, tal como a harpa, a lira, a flauta. Inclusive encontramo-los nos contos mitológicos. Estes instrumentos evoluíram e chegaram até aos nossos dias e durante todo esse trajeto, foram-se criando as orquestras da história humana. Cada cultura têm o seu próprio estilo e claro que depois de existirem tantas variantes, acabam-se por vezes por se fundir no mundo. Sem dúvida a música têm importância a nível cultural ajudando a construir e caracterizar uma determinada nacionalidade, a música pode até atravessar vários planos, várias temáticas e várias setores políticos, culturais e artísticos. Não podemos deixar de mencionar que a importância da música é tal que em determinados momentos no séc. XX existiram alguns exemplos de censura na música, e foram bastante graves e intolerantes, como é o caso do Estado Novo em Portugal, na Alemanha Nazi ou na União Soviética, ou como no Afeganistão com o regime Taliban nos anos 90 entre tantos outros exemplos. Depois de um lado negativo, um dos melhores aspetos da música é sem duvida a inspiração para a escrita, para a poesia. Simbiose perfeita e complexa. Existem músicas ligadas as palavras, ao texto, ao sentimento mas também há posições que defendem que o poema se desvirtua e é condicionada a sua interpretação? A verdade é que isso não é para nós o fundamental mas antes vamos deixar-nos levar pela sonoridade e pela palavra sem pensar nas “ prisões” que elas podem criar… Hoje termino com um poema da minha autoria…
Com ritmos tão diferentes, 
Bizantina medieval
Ou tradicional servia, 
A história escreve-se com sons,
Escreve-se com palavras e sentimentos,
Escreve-se no limite Das fronteiras europeias. 
Haydan, Mozart ou Beethoven, 
Orquestra sinfónica ou banda Beatles, 
Peter Gabriel Flamengo, Alvorado,
Andro Passado e futuro
No presente do que se escuta 
E constrói a nossa identidade europeia

Deixe uma resposta

O seu endereço de email não será publicado.

Este site utiliza o Akismet para reduzir spam. Fica a saber como são processados os dados dos comentários.