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A FREGUESIA DE FREGIM E A ORDEM DE MALTA

Os ancestrais de Fregim (Amarante)

HÉLDER BARROS

São inúmeros os documentos ancestrais que fazem referência a Fregim, como tendo a honra de ter pertencido à Ordem de Malta, ou dito de outra forma, Fregim foi uma freguesia portadora da Comenda e Baliagem da Ordem de Malta, como pode ser facilmente comprovado no livro: “Nova Historia Da Militar Ordem De Malta, E Dos Senhores Grão-Priores della em Portugal – Volume III”.

(…) “Comendas da Ordem actualmente existentes ou conhecidas em Portugal Seus nomes ou títulos dispostos alfabeticamente, com a lembrança das outras antigas que ficaram Ramos annexos e são estas 32 álèm das unidas ao Grão Priorado do Crato Abreiro; Acre e Fregim Balliagem.” (…)
(…) “Igualmente não poderia ser na referida occasiáo contemplada a Igreja de Santa Maria de ffrogim, ffrochim, ou Fregim, do mesmo Arcebispado e no Julgado de Santa Cruz de Sousa ou de Riba-Tâmega: na qual já pelas Inquirições do presente Reinado, feitas no anno de 1220 (a s. III y. do Liv. I das de D. Affonso II., ou a f. 71. do Livro erradamente chamado V. das do Sr. D. Diniz) se achou e diceram Joáo Annes Capellanus, e os outros perguntados, como nao havendo ahi Reguengo, ou fôro algum; não era EI Rei Padroeiro, sem o declararen (a f. 90. Y.; e estavam sendo da Ordem de Malta (xviii.j cafalia) 19 cazaes sómente.“ (…)

A Freguesia de Fregim está descrita igualmente nos registos paroquiais da seguinte forma:
“(…) História administrativa/biográfica
A freguesia de Santa Maria de Fregim era Vigararia e Comenda da Ordem de Malta, no antigo concelho de Santa Cruz de Riba Tâmega, na antiga comarca de Guimarães, passando mais tarde a reitoria. Pertenceu ao antigo concelho de Santa Cruz de Riba Tâmega, extinto pelo Decreto de 24 de Outubro de 1855, tendo passado para o de Amarante pelo Decreto de 31 de Dezembro de 1853. Da diocese de Braga passou para a do Porto em 1882. Comarca eclesiástica de Amarante – 4º distrito (1907). Primeira vigararia de Amarante (1916; 1970).” (…)
Desde 1991 existe em Fregim o Centro Cultural e Recreativo de Fregim – Os Malteses”, que tem na vertente desportiva a sua grande forma de afirmação, dado que a equipa de futebol de Fregim que participa no campeonato concelhio da FADA, adoptou de forma feliz a denominação “Os Malteses”, o que tem vindo a fazer com que se aguce o apetite a algumas pessoas, sobre a origem desta designação.
Como já referi numa postagem anterior, o cronista do Jornal “A Flôr do Tâmega”, José Diniz, de Fregim, fez um trabalho de pesquisa notável que urge recuperar, sobre a ligação da freguesia de Fregim, à Ordem de Malta. Na minha modesta opinião seria importante aprofundar este relacionamento com o Ordem de Malta e tentar que Fregim volte a figurar de forma efetiva, como membro oficial da mesma, um facto, que é seria motivo de grande honra orgulho para Fregim e por extensão, para Amarante. Como se pode ler no blogue: http://expressodalinha.blogspot.pt/
(…) “Para além de funções militares, a Ordem dava acolhimento e assistência a sãos e a doentes (os mouros pagavam taxa moderadora). Também contribuiu para o povoamento e colonização interna, baseada no princípio ecuménico de horror ao vazio. Criaram-se diversas freguesias que pouco a pouco se foram enchendo de fregueses (fillii aeclesiae).” (…)
Atualmente, a Ordem de Malta já não tem a sua sede pequena ilha mediterrânica com o mesmo nome, mas num pequeno Prédio em Roma e seu jardim, numa área total de 6 Km2 tendo celebrado no dia nove de fevereiro passado, 900 anos. Quanto a Fregim, muito há a fazer, começando por dignificar a existência da localização dos marcos norte e sul da ordem, na freguesia e realizar todo um trabalho de aproximação à Ordem, através de um trabalho diplomático, sério e seguro de incorporação na mesma.
“A Ordem de Malta, uma ordem religiosa de elite, para os membros da nobreza europeia, celebrou os seus 900 anos de existência com uma procissão, uma missa e uma audiência com o Papa no Vaticano, este sábado. Bento XVI também é membro desta ordem que, em tempos, foi de cavaleiros.
Actualmente, a ordem já não luta contra os muçulmanos em nome da fé cristã, mas é detentora de cantinas sociais, lares para idosos, hospitais e outros serviços de saúde e assistência social em 120 países. É ainda uma entidade soberana com poder para imprimir passaportes e emitir moeda. É membro observador nas Nações Unidas e tem relações diplomáticas com 104 países, apesar de não ter qualquer estado a que possa chamar de seu – em 1798, Napoleão expulsou-a de Malta.” http://www.publico.pt/

Penso que pertencer à Ordem de Malta, constitui uma honra e privilégio que os nossos bravos antepassados de Fregim conquistaram por virtude e nobreza na ação; não deveríamos nós continuar na sua senda gloriosa, tentando uma reintegração em tão nobre Instituição?…

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