BIRD Magazine

ANDRÉ

ANDRÉ MONTEIRO (2000-2015)
Não desejo falar sobre a morte. Quero falar sobre a vida. Diante da experiência última do ser humano as palavras são insuficientes para compreender este mistério, para compreender a dor ou até consolar aqueles que de mais perto sofrem pela ausência daqueles que mais gostam.

Hoje desejo apenas lembrar um jovem que fez, aos 15 anos, a sua caminhada para além da nossa compreensão. E faço-o através das palavras de alguns dos seus amigos, companheiros de escola, de brincadeiras, de confidências. 


“Conheci o André este ano. No início falávamos pouco porque ainda
estávamos todos a conhece-mo-nos uns aos outros, mas a partir do 2º
período foi quando a turma começou a ficar mais unida. Obviamente que
falávamos, e até era um rapaz 5 estrelas, mas eu andava mais com as
raparigas e ele com os rapazes. Mas apesar disso deu para perceber que
era um rapaz simpático, divertido e sobretudo feliz. Não merecia o que
lhe aconteceu, mas infelizmente só acontece aos melhores. Vamos sentir
todos a sua falta. Fica em paz ” (Patrícia Andreia)


“O André era um bom amigo, um bom companheiro e um ótimo rapaz ele
fazia rir qualquer um. Ele vai ficar na minha memória e na memória de
cada um de nós” (Mara)
“André: simples, ótimo amigo, rapaz simpático, alegre, rapaz que
marcou toda a gente com quem conviveu. Tu, partiste para outro mundo.
Serás sempre relembrado. Isto não é um adeus; é um até já. Descansa em
paz “ (Ana Rita)
“André, conheci-te pouco tempo mas deu para perceber que eras um rapaz
porreiro. Para além de colegas de turma fomos amigos, foste e serás
eternamente um amigo. Foi muito duro a forma como partiste, eras muito
novo para ir e ainda tinhas muito para viver e muitos sonho para
concretizar.
Juntos partilhámos momentos que guardarei sempre como recordação.
Estarás para sempre no meu coração. Até sempre amigo.”
(Do teu amigo Daniel Coelho)

“André, partiste cedo demais ainda tinhas uma vida pela frente, 15 anos ninguém merece partir com esta idade muito menos de uma forma tão ruim, mas aconteceu e agora estou aqui para te fazer uma pequena homenagem, devia ter-te dito isto pessoalmente mas acho que tu sabias que tinhas aqui uma amiga para tudo e nestes últimos tempos estivemos um pouco afastados e tu, também não eras pessoa de falar eras mais de ficar no teu “canto” talvez essa fosse a razão.

“Não existe partida para aqueles que permanecerão eternamente em nossos corações!”
Até sempre…(Diana Pereira )

“Descansa em paz, André”. (Renato Moura)
O André regressou a casa. Ate já

Na Mão de Deus

Na mão de Deus, na sua mão direita, 
Descansou afinal meu coração. 
Do palácio encantado da Ilusão 
Desci a passo e passo a escada estreita. 

Como as flores mortais, com que se enfeita 
A ignorância infantil, despojo vão, 
Depois do Ideal e da Paixão 
A forma transitória e imperfeita. 

Como criança, em lôbrega jornada, 
Que a mãe leva ao colo agasalhada 
E atravessa, sorrindo vagamente, 

Selvas, mares, areias do deserto… 
Dorme o teu sono, coração liberto, 
Dorme na mão de Deus eternamente! 

Antero de Quental, in “Sonetos” 
Crónica de Sara Magalhães


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