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AJUDA HUMANITÁRIA

SARA MAGALHÃES
Prestar ajuda a alguém é responder a uma necessidade do ser humano. Pretende-se com a ajuda humanitária salvar vidas, aliviar o sofrimento e manter a dignidade humana.
As crises humanitárias são provocadas por desastres naturais, mas mais preocupante são os desastres provocados pelo Homem.
São os seres humanos que prestam ajuda a outros seres humanos. E qual a razão que move milhares de pessoas, com as profissões mais variadas, a baixarem o seu pais de origem e a embarcaram num espírito de missão e de voluntariado para prestar auxilio humanitário em países em guerra?
O que move as pessoas a porem em risco a sua própria vida para ajudarem outros?
E de onde nos vem esta capacidade de entrega e de amor incondicional pelo outro?
O mundo actual está marcado por incontáveis situações de sofrimento, de dor, de morte. 
Esta realidade exige uma conversão que se concretiza em acção. Esta acção será a procura da justiça básica: a justiça da verdade. E procurar a verdade significa caminhar para um reconhecimento mais profundo da solidariedade: o amor, entendido como agapê, na entrega de nós próprios ao outro e pelo outro, reconhecer que, como dom gratuito e não necessário de um Deus-Amor, existimos para nos darmos aos outros e pelos outros, significa reconhecer a mais profunda verdade e justiça da nossa existência.
Temos, dentro de nós, desde o primeiro momento da nossa existência, uma centelha divina, de infinito amor. 
Por isso temos a responsabilidade de dar muito mais do que aquilo que recebemos. 
O Papa Francisco escreveu no dia de Angelus, 1/09/2013 a propósito do conflito na Síria: 
“Que não se poupe nenhum esforço para garantir a ajuda humanitária às vítimas deste terrível conflito, particularmente os deslocados no país e os numerosos refugiados nos países vizinhos. Que os agentes humanitários, dedicados a aliviar os sofrimentos da população, tenham garantida a possibilidade de prestar a ajuda necessária.
O que podemos fazer pela paz no mundo? Como dizia o Papa João XXIII, a todos corresponde a tarefa de estabelecer um novo sistema de relações de convivência baseados na justiça e no amor.
Possa uma corrente de compromisso pela paz unir todos os homens e mulheres de boa vontade! Trata-se de um forte e premente convite que dirijo a toda a Igreja Católica, mas que estendo a todos os cristãos de outras confissões, aos homens e mulheres de todas as religiões e também àqueles irmãos e irmãs que não crêem: a paz é um bem que supera qualquer barreira, porque é um bem de toda a humanidade.”
Gratidão infinita a todos que prestam ajuda humanitária espalhados pelo mundo.

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