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VIEMOS CANTAR OS REIS, A VÓS QUE BEM O MERECEIS

PAULO SANTOS SILVA
“O Dia de Reis, segundo a tradição cristã, seria aquele em que Jesus Cristo recém-nascido recebera a visita de “alguns magos do oriente” (Mateus 2:1) que, segundo o hagiológio, foram três Reis Magos, e que ocorrera no dia 6 de janeiro. A noite do dia 5 de janeiro e madrugada do dia 6 é conhecida como “Noite de Reis”. A data marca, para os católicos, o dia para a veneração aos Reis Magos, que a tradição surgida no século VIII converteu nos santos Belchior, Gaspar e Baltazar. Nesta data, ainda, encerram-se para os católicos os festejos natalícios – sendo o dia em que são desarmados os presépios e por conseguinte são retirados todos os enfeites natalícios. Em Portugal e na Galiza, o bolo-rei ou bolo de Reis possui grande tradição e é confecionado com um brinde e uma fava. A pessoa que encontra a fava deve trazer o bolo de Reis no ano seguinte. Por todo o país as pessoas costumam «cantar os reis» ou as «reisadas» de porta em porta. São convidadas a entrar para o interior das casas e oferecidas pequenas refeições com doces, salgados, charcutarias, vinhos, etc. Neste dia eram também muito comuns os autos dos Reis Magos, peças de teatro popular. No Brasil, geminado culturalmente com Portugal, esta tradição tem muito do que se faz no velho país. A festa é comemorada com doces e comidas típicas das regiões. Há ainda festivais com as Companhias de Reis (grupo de músicos e dançarinos) que cantam músicas referentes ao evento, as conhecidas festas da Folia de Reis. Em alguns países, como Espanha, é estimulada entre as crianças a tradição de se deixar sapatos na janela com capim antes de dormir para que os camelos dos Reis Magos possam se alimentar e retomar viagem. Em troca, os Reis magos deixariam doces que as crianças encontram no lugar do capim após acordar. A tradição também consiste em comer o Bolo de Reis. Na França e em Quebec (no Canadá), come-se o Galette des Rois (Bolo de Reis), que contém um brinde no seu interior. O bolo vem acompanhado de uma coroa de papel e quem encontrar o brinde na sua fatia, será coroado e terá de oferecer o bolo no ano seguinte.” Feita esta introdução, que agradeço ao Sr. Wikipedia, começo por lhe desejar um EXCELENTE 2016, cheio de Saúde, Amor e Paz. Acredite, caro leitor, que com estas três coisas, arranja todas as outras!… Posto isto, vamos ao que interessa… A fava e o brinde, desapareceram graças À ASAE. O que não desapareceu, foi a tradição de cantar os Reis ou as Janeiras. Cada vez mais utilizadas pelos grupos desportivos, recreativos e culturais, como forma de angariar fundos, passarão a ser presença habitual à porta de casas mais abastadas ao longo deste mês. Algumas dessas casas, serão certamente vítimas de uma verdadeira overdose de visitas, não querendo certamente ser presenteadas com coisas como:

Se não nos abrir a porta Comete um grande engano Esta casa cheira mal Aqui mora um cigano!



Ou mesmo: Se não nos abrir a porta Fica escura como breu Esta casa cheira a mofo Aqui mora um judeu!
Por isso, se faz parte desta elite, prepare a carteira, recheie-a bem, porque eles vão andar por aí!!! Não são mal-intencionados. Não querem fazer mal a ninguém. Querem apenas angariar alguns fundos mais, para levar a cabo a sua missão. No entanto, tenha cuidado porque há por aí muito gato a fazer-se passar por lebre!…
Para não dizer que não lhe canto alguma coisa agradável, termino dedicando-lhe a seguinte quadra e sem ter de oferecer nada em troca:
Ai viva lá, Senhor Leitor Ai raminho de salsa crua Ai debaixo da sua cama Ai põe-se o Sol e nasce a Lua!

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