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SUPLEMENTOS ALIMENTARES – SIM OU NÃO?

Está a chegar a primavera! Estamos em março, no mês das flores, da mudança da hora e de uma maior preocupação com a alimentação e com o corpo.
Ter alguns cuidados com a alimentação e iniciar exercício físico parecem ser determinantes para um estilo de vida mais saudável.
JOANA MALHEIRO
O que a pessoa come e bebe, afeta a saúde, o peso, a composição corporal e todo o processo de antes, durante e pós atividade física, até à performance independente do tipo de modalidade ou intensidade praticada. Assim, qualquer praticante de atividade física deve ter presente regras alimentares que contribuem para a melhoria da performance.
Contudo, estudos mostram que nesta área há uma promoção cada vez maior de produtos, substâncias ergogénicas, associadas a alimentação e a prática de exercício físico, que visam potenciar a performance da pessoa, pelo aumento da capacidade de trabalho, melhoria do rendimento físico e desempenho desportivo, os chamados Suplementos Nutricionais.
O que são então os Suplementos Nutricionais?
Os suplementos nutricionais são produtos que têm por objetivo complementar a alimentação com nutrimentos específicos, que são na maioria das vezes vitaminas, minerais e aminoácidos (constituintes básicos das proteínas). Podem ter um papel relevante em pessoas com carências nutricionais ou em praticantes de atividade física, como repositores das perdas nutricionais resultantes dessa mesma atividade.
Há no entanto, cuidados necessários a ter na escolha de um suplemento, como: a validação científica do produto, a segurança, a legalidade e o uso do produto. Os produtos têm especificidade dependendo da pessoa que o usa, do tipo de atividade física que pratica, da especialidade, do período de treino, do tempo, etc.

Ao contrário do que se passa com os medicamentos com prescrição médica, os suplementos nutricionais não regulados, podendo até ser, potencialmente perigosos, quando utilizados de forma inadequada.

Atualmente estão disponíveis em quase todos os espaços comerciais, desde: supermercados e lojas de produtos alimentares, parafarmácias, lojas desportivas, e até mesmo na internet. Podendo ser comercializados sem identificação completa do produto, pouca ou nenhuma informação clínica e sem informação adequada sobre a sua utilização.
A grande maioria dos consumidores assume que os suplementos nutricionais são seguros e utiliza-os sem supervisão ou aconselhamento de um profissional de saúde, havendo no entanto evidências de que, muitos dos suplementos ditos legais contêm ingredientes proibidos não identificados nos rótulos.
Então devemos usar suplementos nutricionais?
É verdade que há suplementos nutricionais que podem ser considerados seguros nas doses recomendadas, se falarmos de suplementos como a cafeína, a creatina ou bicarbonato ou as proteínas, são quatro casos em que a evidência científica nos apresenta um potencial ergogénico, dos mesmos e por isso o seu uso pode ser favorável, contudo a sua eficácia é limitada perante o tipo de atividade e da variabilidade individual de cada pessoa.
No entanto a ingestão de doses elevadas destes suplementos a longo prazo pode tornar-se prejudicial, devido a acumulação potencialmente toxica no organismo.
Embora a evidência sugira que a atividade física regular possa aumentar as necessidades em vitaminas e minerais pela estimulação das suas vias metabólicas e pelo aumento das necessidade de reparação e manutenção da massa muscular, é necessitário garantir que a alimentação seja completa, variada e equilibrada, para que haja reposição de macro e micronutrientes adequada à manutenção do peso.
O consumo deste tipo de produtos acima das necessidades individuais, não apresenta efeitos benéficos na performance desportiva, mas potencia toxicidade no organismo. 

Assim, a suplementação só se justifica com uma razão médica ou nutricional fundamentada.

Em suma, uma nutrição equilibrada e adequada é o melhor fator para o rendimento ou performance desportiva, minimizando ou eliminando a necessidade de suplementos, que:
– Só devem ser recomendados e utilizados se a alimentação e a atividade física forem cuidados, pois este não substituem nunca a alimentação, nem o treino;
– Devem ter um efeito fisiológico real e que melhore o desempenho desportivo;
– Nem todos possuem efeito ergogénico, alguns podem acarretar riscos para a saúde, tanto no presente como no futuro;
– Devem ser aconselhados e recomendados por pessoas qualificadas e de forma individualiza;
– Muitos suplementos apresentam pouca qualidade, pois não possuem controlo de segurança alimentar ou farmacológica, daí ser preciso muita cautela na hora de escolher o que usar, se usar.
[NOTA: O efeito ergogénico é o efeito fisiológico, nutricional ou farmacológico de um produto capaz de melhorar aperformance na atividade física]”

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