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SINAIS DE DOENÇA EM CÃES E GATOS

DANIELA MOREIRA
Tal como se verifica com os seres humanos, também os animais de companhia adoecem, em algum estadio da sua vida. O diagnóstico médico precoce, numa fase inicial da doença, permite um considerável aumento da taxa de sucesso do tratamento instituído e, consequentemente, um prognóstico mais favorável a longo prazo. Importa, pois, que os proprietários estejam atentos aos sinais que os nossos animais nos dão, na sua maioria subtis, uma vez que esses mesmos sinais poderão ser indicativos da presença de alguma patologia. 
A título informativo, deixo-vos com uma listagem de alguns dos parâmetros fisiológicos mais importantes, facilmente percetíveis, que nos permitem avaliar o estado físico geral dos cães e gatos. Qualquer alteração nestas variáveis, deverá ser alvo da atenção dos proprietários, no sentido de procurarem aconselhamento médico-veterinário.
1. Atitude:
Devemos ter em atenção se o animal se encontra mais apático, se não quer brincar, se dorme mais tempo, se se afasta ou recolhe num canto (muito comum no caso dos gatos) ou se mostra sinais de desconforto e/ou agressividade. As mudanças de atitude poderão indicar que o animal está com dor/desconforto.
2. Pele e Pêlo:
Os animais perfeitamente saudáveis apresentam um pêlo brilhante e sedoso. Por outro lado, em caso de doença (dermatológica e não só), o animal poderá apresentar queda de pêlo, com ou sem prurido (comichão) associado; zonas de alopécia (falhas de pêlo), localizada ou generalizada; ou ainda, manifestar a presença de seborreia (caspa), entre outros sinais clínicos possíveis. Os problemas dermatológicos são uma das principais causas de visita ao médico veterinário.
3. Temperatura:
A temperatura corporal dos cães e dos gatos é superior à dos seres humanos, variando, em condições normais, entre 38ºC-39ºC, podendo estar fisiologicamente aumentada em casos de stress/excitação ou calor.
4. Mucosas:
Pode-se avaliar a coloração e aspeto geral dos lábios, língua ou conjuntiva (o mais simples será levantar o lábio do animal). As mucosas deverão ser rosadas e húmidas. Quando estas se apresentam mais pálidas ou azuladas, geralmente, é um indicador de doença potencialmente grave e requer controlo médico imediato.
5. Cavidade Oral:
A presença de tártaro (placa bacteriana) é uma das queixas mais comuns por parte dos proprietários, uma vez que se traduz na presença de halitose (mau hálito). No entanto, para além da questão estética, é, sobretudo, um fator de risco elevado para o desenvolvimento de patologias distintas, nomeadamente do foro cardíaco. A manutenção da higiene oral, similarmente ao que se verifica na medicina humana, é de extrema importância nos animais de companhia, que devem ter os dentes limpos e brancos, sem a presença de gengivite ou halitose.
6. Frequência Cardíaca:
Varia entre os 40 batimentos por minuto (bpm) (cães de porte grande) e os 120 bpm (cães de porte pequeno e gatos), devendo ser avaliada com o animal em repouso. Em ambiente familiar, os proprietários poderão pousar a mão sobre o peito do animal (lado esquerdo) e contar o número de batimentos cardíacos em 60 segundos.
7. Frequência Respiratória:
Deve ser avaliada num espaço tranquilo, com o animal relaxado e sem ser manuseado em demasia. Calcula-se contando o número de inspirações/expirações que ocorrem durante 60 segundos e varia entre 10 e 40 respirações por minuto.

Enquanto proprietários de animais, e responsáveis pelo seu bem-estar, cabe-nos a nós sermos os primeiros a detetar os sinais de doença. Estando atentos, poderemos contribuir, em muito, para a manutenção de uma vida saudável.

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