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CONSEQUÊNCIAS DA IMOBILIDADE NO CORPO HUMANO

MARIA DO CÉU OLIVEIRA
A capacidade e necessidade que o corpo tem de se movimentar, é um dos principais factores responsáveis pela nossa saúde.
Diariamente todos realizamos diversas actividades para dar resposta às nossas necessidades biológicas, psicológicas, sociais e culturais. Fazemo-lo sem atribuir a verdadeira importância ao que é podermo-nos mobilizar sem restrições. Só nos apercebemos da importância do movimento quando, por qualquer motivo, nos vemos privados dessa possibilidade
Os efeitos da imobilidade podem gerar complicações na capacidade funcional dos sistemas ósseo, muscular, respiratório, cardiovascular, urinário e linfático. Podem ocorrer também alterações do estado emocional da pessoa, podendo esta apresentar ansiedade, apatia, depressão, alterações de humor, isolamento social, entre outros. 
Decorrentes de longos períodos de imobilidade podem surgir lesões cutâneas/musculares denominadas de úlceras de pressão. 
A úlcera de pressão pode ser definida como uma lesão da pele causada pela interrupção sanguínea em uma determinada área corporal, que se desenvolve devido a uma pressão aumentada por um período prolongado. 
A pele necessita de irrigação sanguínea que leva o oxigénio a todas as suas camadas. Se essa irrigação for interrompida durante mais de 2 ou 3 horas, esta morre, a começar pela sua camada externa (a epiderme).
Paralelamente outros fatores podem aumentar o risco de desenvolvimento da úlcera de pressão tais como como: fricção, traumatismos, idade avançada, desnutrição, incontinência urinária e fecal, infecção, humidade excessiva.
Habitualmente, as úlceras por pressão provocam uma certa dor e prurido, mas nas pessoas com a sensibilidade afectada podem, desenvolver-se úlceras graves e profundas sem que se note dor.
As úlceras de pressão classificam-se por graus:
Grau 1: Eritema não branqueável. A úlcera não está realmente formada: a pele está simplesmente avermelhada
Grau 2: Perda parcial da pele que envolve a epiderme, a derme ou ambas. A pele está avermelhada e inflamada surge o aparecimento de flictenas.
Grau 3: Perda da espessura total da pele podendo incluir lesões ou mesmo necrose do tecido subcutâneo. A úlcera abre-se para o exterior através da pele, deixando expostas as camadas mais profundas 
Grau 4: Destruição extensa, a úlcera estende-se profundamente através da pele e da gordura até ao músculo. Pode existir exposição óssea.

As úlceras de pressão podem pôr em perigo a vida das pessoas. A sua prevenção implica uma vigilância frequente da pele.

As saliências ósseas devem ser protegidas com materiais moles, como por exemplo o algodão 
Devem colocar-se almofadas nas camas, e nas cadeiras de rodas para reduzir a pressão.
A quem não se pode mexer sozinho, deve-se mudar a posição com frequência; a recomendação habitual é fazê-lo de duas em duas horas e manter a sua pele limpa e seca.
Quem tem de passar muito tempo acamado pode recorrer á utilização de determinados dispositivos (colchões especiais, calcanheiras entre outros)
A prevenção é a prioridade máxima para as complicações da imobilidade, e deverá ser preocupação dos vários intervenientes neste processo.

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