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BEIJA-ME, COMO SE FOSSE ESTA NOITE A ÚLTIMA VEZ

Pois é, caro leitor… Mais uma “efeméride” que se comemora hoje. O Dia Internacional do Beijo. Mas afinal, o que é um beijo?
PAULO SANTOS SILVA E ANDREA SILVA
(centro)
A palavra beijo deriva do latim basium e significa o toque dos lábios em outra pessoa ou objeto. Dito assim, parece estranho mas na nossa cultura ocidental é considerado como um gesto de afeição. Pode assumir diversas formas e ter os mais variados significados. 
Entre amigos, é utilizado como cumprimento ou despedida. Há países em que se dá dois, há países em que se dá três e há modas em que se passa a dar apenas um, só para dizer que somos “chiques”. 
Os primeiros relatos do beijo, já datam de 2500 a.C., encontrando-se representados nas paredes dos templos de Khajuraho, na Índia. Também na antiga Mesopotâmia, era normal as pessoas enviarem beijos aos Deuses. Já na Antiguidade, era normal os guerreiros gregos e romanos, beijarem-se quando regressavam dos combates como prova de reconhecimento. 
Foram, no entanto, os romanos os maiores responsáveis pela difusão da prática do beijo. Tudo porque os imperadores permitiam que os nobres mais influentes os beijassem nos lábios e os menos influentes nas mãos. Como dizia o outro “e o povo, pá?…” O povo, só tinha direito a beijar os pés do seu imperador. Facilmente se percebe porquê…
Assim, os romanos tinham três tipos de beijo. O basium (entre conhecidos), o osculum (entre amigos) e o suavium (entre os amantes). Na Escócia, era costume o padre beijar os lábios da noiva no final da cerimônia, uma vez que se acreditava que a felicidade conjugal dependia dessa benção. Já na festa, a noiva deveria beijar todos os homens na boca, em troca de dinheiro. Na Rússia, uma das mais altas formas de reconhecimento oficial era o beijo do czar. No século XV, os nobres franceses podiam beijar qualquer mulher. Na Itália, entretanto, se um homem beijasse uma donzela em público, era obrigado a casar imediatamente. 
Mas é também um sinal de reverência quando se beija, por exemplo, o anel do Papa ou de membros da alta hierarquia da Igreja. No Brasil, D. João VI introduziu a cerimónia do beija-mão. Em determinados dias, o acesso ao Paço Imperial era facultado a todos os que desejassem apresentar alguma reivindicação ao monarca. Em sinal de respeito, tanto os nobres, como as pessoas mais simples, até mesmo os escravos, beijavam-lhe a mão direita antes de fazer seu pedido, hábito esse que foi mantido por D. Pedro I e por D. Pedro II.
Na sua obra “O Beijo e a Sua História”, Kristoffer Nyrop identifica vários tipos de beijos, tais como os beijos de amor, carinho, paz, respeito e amizade. Refere, no entanto, que estas categorias não são estanques uma vez que muitas vezes se sobrepõem. 
Também no cinema e até na literatura infantil, o beijo aparece como algo de importante. Quem não se lembra que é através de um beijo de um Príncipe, que a Bela Adormecida e a Branca de Neve acordam de volta para a vida? Quem não se lembra que é um beijo que transforma os sapos em Príncipes?
Havia um anúncio televisivo que dizia “e se alguém desconhecido lhe oferecer flores, isso é Impulse!”. Claro que não o aconselho a sair à rua e beijar quem lhe aparecer pela frente. Na melhor das hipóteses, isso pode valer-lhe uma denúncia às autoridades ou um internamento psiquiátrico. Mas aos seus, aos que ama, aos que estima, aos que respeita, beije. Beije hoje, beije sempre, mas beije. Não deixe nenhum beijo por dar. Não queira correr o risco de querer beijar alguém e essa pessoa já não estar cá para o receber!

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