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PASSOS COELHO “ MORTO “ E ASSUNÇÃO A LEVANTAR “ A CRISTA “

PAULO VIEIRA DA SILVA
(http://www.facebook.com/paulovieiradasilva.comentario)
Nos últimos meses fui percebendo que o PSD estava sem rumo, sem norte. Em suma sem estratégia. Ontem ao ler uma notícia do jornal Publico tive a confirmação disso mesmo. Afinal a estratégia de Passos Coelho é fingir que não tem estratégia.
Apenas esta estranha “ estratégia “ justifica que o partido tenha demorado uma eternidade a tomar uma posição pública após António Costa ter anunciado a intenção de criar uma instituição financeira para juntar o crédito mal parado dos bancos. Confesso que também não entendi porque Passos Coelho não defendeu a votação do Programa de Estabilidade na Assembleia da República.
As poucas intervenções públicas de Pedro Passos Coelho continuam repetitivas, sem novidades, sem chama, no mesmo registo que tem usado desde a noite de 4 de Outubro. Ou seja Passos Coelho mantem o registo de primeiro-ministro, não o sendo há quase 6 meses!
Esta indefinição ideológica e política do PSD tem aberto uma janela de oportunidade política, ao centro, para Assunção Cristas e para o CDS que têm liderado a iniciativa política do lado da oposição e que pode começar a render a conquista de apoios de eleitores do centro político.
Ainda esta semana Assunção Cristas anunciou que o CDS apresentou no parlamento um projecto de resolução sugerindo ao Governo de António Costa que faça uma “revisão” do Programa de Estabilidade e do Programa Nacional de Reformas no sentido da manutenção das reformas estruturais efectuadas durante os últimos quatro anos e da adopção de políticas que estimulem o crescimento da economia.
Perante o anunciado fingimento de falta de estratégia do PSD e a ausência de Passos Coelho do centro do debate político António Costa vai tranquilamente levando a “ água ao seu moinho “ porque percebeu que não será este PSD a causar-lhe problemas. Terá apenas que estar vigilante com a execução do Orçamento de Estado porque os verdadeiros problemas poderão vir de fora, mais concretamente de Bruxelas, senão conseguir cumprir as metas orçamentais.

Aguardemos para tentar perceber se Passos Coelho está-se a “ fazer de morto “ ou está mesmo “ politicamente morto “!

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