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DISLEXIA

CLÁUDIA SILVA

A leitura é na sociedade atual uma das mais importantes competências cognitivas. Esta competência permite a aquisição de outros conhecimentos; sendo que, a ausência desta habilidade acarreta prejuízos significativos à vida pessoal e profissional das pessoas.

A dislexia é uma perturbação que dificuldade a leitura e é a perturbação mais frequente entre a população escolar. 
A dislexia caracteriza-se por problemas de leitura. A pessoa com dislexia apresenta dificuldade para descodificar os símbolos escritos e reconhecer imediatamente as palavras, tendo como consequência dificuldades na compreensão dos textos. O disléxico tem dificuldade em associar o símbolo gráfico, as letras, com o som que elas representam, e organizá-los, mentalmente, numa sequência temporal. Todavia, é importante frisar que as pessoas disléxicas têm uma inteligência normal, não apresentam doenças neurológicas ou psiquiátricas e não tem alterações significativas auditivas e visuais. 
A suspeita de dislexia tende a aparecer na época de alfabetização. Os sintomas da dislexia podem ser observados desde cedo, como dificuldades para se expressar oralmente, dificuldades de compreensão oral, obstáculos na identificação de rimas e sons nas palavras e dificuldades de orientação espácio-temporal. 
É importante determinar se a dificuldade de leitura é resultante de má alfabetização ou de perturbação de dislexia. A distinção é feita porque a criança má alfabetizada, acaba por vencer as dificuldades. O diagnóstico mais exato desta perturbação deverá ser realizado a partir da segunda classe, após dois anos de aprendizagem da leitura. 
A intervenção terapêutica adequada para o desenvolvimento de estratégias de leitura, deverão ser realizadas com profissionais, nomeadamente o psicólogo e o terapeuta da fala. A família e a escola têm um papel determinante neste processo; uma vez que ambos devem ter conhecimento das características individuais da criança e das formas para adequadas para estimular o mesmo; estimulando assim o seu potencial e sucesso.
No nosso país não existem estudos sobre a prevalência desta perturbação, todavia, tendo em atenção o grau de transparência da língua portuguesa, calcula-se que se situe entre 5% e 10%. De acordo com Rutter, o número de rapazes com dislexia é, pelo menos, duas vezes superior ao das raparigas. 
A criança disléxica deve frequentar a escola regular. Todas as crianças têm o direito à educação. O Decreto-Lei n.º 3/2008 enquadra respostas educativas a desenvolver no âmbito do processo educativo às necessidades educativas especiais, dos alunos com limitações significativas ao nível da atividade e participação, num ou vários domínios da vida, das quais resultam dificuldades continuadas ao nível da comunicação, da aprendizagem, da autonomia, do relacionamento interpessoal, da mobilidade e da participação social.

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