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A REDE WI-FI E OS POTENCIAIS PERIGOS PARA A SAÚDE

ANTONIETA DIAS 
O WI- FI, é um sistema de rede sem fios, cada vez mais utilizada não só como fonte de acesso individual como institucional.
O sistema wireless (WI-FI) está instalado em quase todas as casas que têm um sistema de internet, bem como é a conexão mais apropriada para smartphones, tablets, computadores e um sem número de equipamentos utilizados diariamente.
Muita polémica se tem gerado sobre os potenciais riscos na saúde.
Porém as pesquisas realizadas na investigação desta problemática têm sido imensas no sentido de esclarecer se existem ou não efeitos deletérios na utilização da tecnologia da radiofrequência e na eventual existência de malefícios, designadamente se existe nexo de causalidade no aparecimento do cancro.
De um artigo publicado no Diário da Saúde em 03.03.2009, extraiu-se a seguinte publicação “um estudo efetuado em 2009 por um grupo de cientistas nos Estados Unidos na Universidade Case Western Estados Unidos) “descobriram como fazer uma conexão “wireless” diretamente com os nervos e as células cerebrais, utilizando nanoparticulas ativadas pela luz.
Assim esta nanoparticulas semicondutoras no papel de minúsculas células ativadas pela luz conseguem excitar neurónios isolados ou em grupo de neurónios utilizando luz infravermelha.
Ao receber o feixe de luz infravermelha, as nanoparticulas semicondutoras geram energia elétrica, da mesma forma que uma célula solar silício.

A eletricidade libertada aciona os neurónios que estão a sua volta de forma mais precisa do que pode ser feito com um elétrodo, que é muito maior.

Segundo diz Strowbridge o objetivo a longo prazo deste trabalho é desenvolver uma interface cérebro-máquina ativada por luz que restaure funções decorrentes de danos nos nervos ou no cérebro.”
Certo é que os estudos efetuados até à data demonstraram claramente que não existe evidência científica de que a utilização do WI –FI possa desencadear algum efeito adverso na saúde do individuo.
No documento 304 da OMS extrai-se o seguinte: ” Considerando os baixíssimos níveis de exposição e os resultados das inúmeras pesquisas realizadas, até ao momento não há evidência de que a exposição a baixos níveis de campos magnéticos possa causar danos à saúde humana.”
A Internacional Telecommunicarions Union (ITU), é o órgão das Nações Unidas com a responsabilidade pela normatização dos serviços de telecomunicações e emitiu recomendações sobre o cumprimento dos limites de segurança para CEMS utilizado sem sistemas de telecomunicações.
A Recomendação ITU- T K. 52 afirma que o cumprimento dos limites de segurança de ICNIRP para telemóveis ou outros dispositivos de RF, não gera riscos para a saúde.
Recomendações da Federal Communications Commission dos EUA, considera que o uso dos serviços de telecomunicações se intensificou nos últimos anos, ampliando a necessidade do uso de radiofrequências e, consequentemente, a instalação de torres de radiocomunicações espalhadas pelas cidades, gerando uma preocupação na população sobre riscos à saúde associados à exposição humana a campos eletromagnéticas de radiofrequências. 
A avaliação da exposição humana a campos elétricos, magnéticos e eletromagnéticos de radiofrequências está regulamentada com o objetivo de criar mecanismos que possibilitam a manutenção efetiva e rigorosa da administração do uso do espectro de radiofrequências. 

No Brasil, os limites de exposição humana foram estabelecidos pela Lei nº 11.934, de 5/5/2009, seguindo as recomendações da Organização Mundial de Saúde (OMS).
De acordo com os estudos desenvolvidos na OMS, não há evidências científicas convincentes de que a exposição humana a valores de campos eletromagnéticos abaixo dos limites estabelecidos cause efeitos adversos à saúde. 
Importa contudo referir que existem recomendações na utilização do Wireless que merecem a nossa reflexão e deverão ser aqui recomendadas. 
“Desligue o modem quando for dormir
Apesar de não existir evidência científica nem risco para a saúde em pessoas exposta a radiações não ionizantes, contudo, há que referir que o tempo de exposição pode ser minimizado ensinado as pessoas a aprender a proteger-se como por exemplo desligar o modem quando não o está a utilizar, desligando o WI-FI quando não precisa dele, nomeadamente quando se vai deitar, desconectando todos os aparelhos de qualquer rede WI -FI e não tenha modem instalado na cozinha ou no quarto.
Existem normas de segurança que emitem as recomendações destinadas a medir os níveis máximos de exposição tanto para a exposição profissional como individual.
Estas normas de segurança estão fundamentadas nos dados fornecidos por estudos científicos realizados em todo o mundo e são revistas periodicamente.
A Organização Mundial de Saúde no Projeto Internacional de Campos Eletromagnéticos e Saúde (EMF Project) tem promovido a adoção de normas internacionais baseadas na ciência e harmonização das normas nacionais.
Cabe ainda referir que a Organização Mundial de Saúde (OMS), elaborou as ferramentas e um banco de dados tendo publicado dois manuais dos padrões e políticas de proteção da radiação, estabelecendo os limites máximos admissíveis de exposição.
A International Telecommunications Union (ITU) é o órgão das Nações Unidas com responsabilidade pela normalização dos serviços de telecomunicações e emitiu as recomendações sobre o cumprimento dos limites de segurança para as CEMS, bem como a conformidade dos sistemas de telecomunicações para os limites de exposição humana.
Para medir a adesão dos telefones móveis emitiu a Recomendação K.52 que propõe a Norma IEC, disponível no site: www.itu.int
Diretrizes Internacionais sobre os Padrões e Políticas de Proteção da Radiação Não ionizante adotadas por muitos países das quais se destacam: ICNIRP (Comissão Internacional para a Proteção Contra Radiações Não Ionizantes), ITU ( International Telecommunications Union), IEEE (Institute of Electrical and electronic Engineers) e US Federal Communcations Commission (FCC).
A Comissão Internacional para a Proteção Contra Radiações Não Ionizantes (ICNIRP),
(ICNIRP, 1998) são as mais aceites para a RNI em todo o mundo, cujo acesso é através do seu site na Web www.icnirp.org
As restrições básicas cientificamente estabelecidas dependem da frequência dos CEM, que determina em termos de densidade de potência, gradiente de CEM ou taxas de absorção específica (Specific Absorption Rate-SAR), sendo que a ICNIRP, afirma que “a proteção contra efeitos adversos à saúde requer que estas restrições não sejam ultrapassadas.”

Em suma, a utilização do Wireless Fidelity (WI-FI), sendo uma conexão sem fios entre dispositivos móveis como laptops e a internet, faz parte dos utensílios praticamente imprescindíveis a era atual, sendo cada vez mais utilizada entre os dispositivos de consumo desde as camaras digitais e telefones celulares, passando pelas televisões e aparelhos DVD, podem ser usados sem prejuízo para a saúde desde que se respeitem as normas de segurança estabelecidas que devem ser conhecidas por todos os utilizadores.

Recomenda-se o documento 304, emanado pela Organização Mundial de Saúde.

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