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TERAPIA POR ONDAS DE CHOQUE

FILIPA PARREIRA 

O tratamento por ondas de choque é uma intervenção não-invasiva para a dor músculo-esquelética crónica, sendo frequentemente utilizada na fisioterapia, ortopedia e medicina desportiva.
Como atuam?
As ondas de choque são um tipo de energia mecânica e não um choque elétrico, que penetra no tecido lesado e provoca um fenómeno chamado cavitação, onde microbolhas rompem-se provocando microrroturas no tecido inflamado, determinando a liberação de substâncias anti-inflamatórias locais e também estimulando um aumento na microcirculação local.
Este aumento de nutrição no local leva a uma progressiva cura natural do processo inflamatório-degenerativo.
Este equipamento trabalha com diferentes intensidades dependendo do tipo de lesão a tratar.
Podemos controlar a intensidade da energia com que as ondas de choque atingem o local a ser tratado.
Quando se utiliza baixa energia produz-se alívio da dor e relaxamento muscular, quando se utiliza média energia ocorre a reparação do tecido e com alta energia pode ocorrer a estimulação óssea.
As ondas apenas atuam em tecidos lesionados e não causam nada em tecidos normais.

Como é a sessão?
É um tratamento não-invasivo por isso não há nenhum tipo de sangramento visível.
É totalmente ambulatório não havendo necessidade de hospitalização.
O paciente será acomodado sentado ou deitado, dependendo da região a ser tratada e o equipamento será aplicado diretamente na área do corpo a ser tratada e em seguida inicia-se a emissão das ondas de choque.
Mas o que diferencia esta intervenção?
É o facto de ela ter como indicação lesões crónicas, nas quais outras intervenções não obtiveram sucesso. 
Quando é considerada como tratamento?
Na presença dos seguintes critérios:
• Quando é diagnosticado alguma lesão que possa ser tratada por essa terapia;
• Quando tratamentos mais simples e mais baratos não obtiveram resultados;
• Como opção terapêutica nos casos em que o próximo passo seria a cirurgia.
Indicações desta terapia:
– Dores no cotovelo (epicondilite e epitrocleíte),
– Fascites plantares,
– Calcificação dos tendões do ombro (ombro doloroso),
– Inflamação no tendão de aquiles e no grande trocânter (trocanterites),
– Esporão do calcâneo,
– Tratamento de tirgger points.
Qual a percentagem de sucesso? 
Os resultados positivos estão em torno de 70 % dos casos tratados. Em recentes estudos foi apresentado que 92% dos pacientes que fizeram o tratamento fariam novamente se fosse necessário.
Os resultados são rápidos?
A maioria dos pacientes já apresenta alívio após a primeira sessão, porém esta melhora pode ser temporária.
A cura de uma lesão demora dias para ter início, mas alguns pacientes relatam grande melhora antes do final da segunda semana de tratamento. O tempo total do tratamento dependerá da lesão e da resposta de cada paciente, mas o alívio da dor normalmente acontece antes do término do tratamento.
O tratamento é muito doloroso?
Um pouco! Durante a aplicação alguns pacientes contestam com dor, mas geralmente diminui nas aplicações subsequentes e isto também depende do local onde esta intervenção é aplicada.
Após a aplicação o paciente deve colocar gelo no local e caso sinta algum desconforto, deve tomar um analgésico comum.
Os anti-inflamatórios não hormonais e corticóides devem ser evitados durante o tratamento com ondas de choque.

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