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COMO TER UM JARDIM SUCULENTO

RITA BASTO
Já pensou em plantar um jardim de suculentas? A maioria das plantas ornamentais requer demasiados cuidados e uma dedicação constante para se manterem em boas condições. Felizmente existem as suculentas, com uma grande variedade de espécies que proporciona a construção de jardins fantásticos! Estas plantas exigem poucos cuidados, são de baixo custo e facilmente multiplicadas. Existem várias formas, cores e texturas, com flor ou sem flor, indo de encontro com as suas preferências.
Mas… o que é uma suculenta? É uma planta com uma grande capacidade de armazenamento de água nas folhas, caules e raízes, permitindo a sua sobrevivência em climas áridos. Todos os catos são plantas suculentas, no entanto estes são definidos pela presença de areoles, pequenas estruturas de onde nascem os espinhos.

Para plantar um jardim de suculentas é necessário, em primeiro lugar, avaliar as condições do local, principalmente a exposição solar, o clima e o tipo de solo. Na generalidade, estas plantas precisam de pelo menos, 3h ou 4h de sol, preferencialmente de manhã, climas secos e solos com uma boa capacidade de drenagem.

A preparação do solo poderá passar pela colocação de cascalho ou argila expandida na base, seguida uma mistura de matéria orgânica e areia fina; na superfície deverá colocar cascalho, prevenindo o aparecimento de infestantes. Desta forma promoverá, também, uma melhor drenagem, evitando o acumulo de água que é prejudicial para as raízes e causam o seu apodrecimento.
O solo não precisa de ser profundo, uma vez que as raízes são curtas. Assim, poderá optar por fazer uma cobertura ajardinada ou, ainda, um jardim vertical. Estas plantas são bastante adaptáveis, existindo uma infinidade de alternativas para a sua plantação, tais como os troncos ou rochas. No entanto, é recomendável plantar num local abrigado da chuva.
A escolha das suas plantas será a etapa seguinte. Existem inúmeras opções! A sua escolha pode ser simplesmente estética ou ir mais além, inserindo espécies medicinais e comestíveis. As diversas combinações entre espécies deverão ter em consideração a cor, textura, forma, porte e floração. Algumas espécies têm, ainda, aromas muito caraterísticos.
Algumas espécies bastante interessantes, e facilmente adaptáveis ao clima de Portugal, podem ser a “Aporocactus flagelliformis” (cacto-rabo-de-rato), com ramos que se tornam pendentes, de floração rosa ou vermelha na primavera; a “Eucheveria elegans” (rosa-de-pedra), com folhas dispostas em roseta, de floração rosa no verão; a “Cereus hildmannianus” (mandacaru), de forma colunar, com flores brancas que se abrem a noite durante o verão; a “Orbea variegata” (cacto-estrela-do-mar), com flores, em forma de estrela, de cor amarela, rocha ou bordo, que aparecem entre o verão e o outono, libertando um odor muito específico, especialmente à noite; a “Echinopsis oxygona” (cacto-ouriço-do-mar), de forma esférica a colunar, com floração tubular branca que surge entre a primavera e o verão; a “Aeonium haworthii” (cata-vento), com as suas folhas dispostas em forma de roseta; a “Kalanchoe tomentosa” (orelha-de-gato), de folhas cinzentas e floração amarela ou rocha no inverno; a “Schlumbergera bridgesii” (cacto-de-natal), com flores brancas a rosa que surgem no inverno; a “Carpobrotus edulis” (chorão), com os seus caules verdes invasivos que permitem revestir superfícies de terreno; entre muitas outras.
Das medicinais destacam-se a espécie “Aloe vera” (aloé), conhecida como “Sangue de Deus”. Das comestíveis temos alguns exemplos como os frutos da espécie “Opuntia elongata” (figueira-da-índia) e espécies do género “Agave” que permitem a produção de álcool.
A propagação é bastante fácil e económica. Poderá fazê-lo por estaca de folha ou caule e, ainda, por semente.
Estas plantas não exigem muita manutenção. No verão, deverá regar uma vez por semana e, no inverno, uma ou duas vezes por mês. A fertilização não deverá ser necessária, no entanto o substrato deve ser trocado anualmente de forma a promover o crescimento e o vigor das plantas. A poda é totalmente dispensável. Com a chegada das chuvas e diminuição da temperatura é preferível transferir as plantas em vaso para zonas mais quentes e protegidas.

As doenças e pragas são facilmente percetíveis. Alguns exemplos: se as folhas começarem a ficar enrugadas e murchas é provável que seja falta de água; pelo contrário, se as folhas da ficarem moles e translucidas é provável que seja excesso de água; folhas amareladas indicam que a suculenta está a precisar de sol e, por último, o aparecimento de manchas brancas poderá indicar a presença de cochonilhas.

Um Jardim Suculento pode ser bastante encantador! Tendo em atenção a todos os aspetos abordados poderá ter um jardim de sonho, sem muitas exigências. Espero tê-lo inspirado!
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Bibliografia: “Royal Horticultural Society”. Disponível em: https://www.rhs.org.uk/. Acedido a 7 de Junho de 2016.

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