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ERA UMA VEZ… UMA NOTA DE 100 EUROS!

PAULO FERREIRA
Inicio agora a minha participação na BIRD Magazine. Nesta minha estreia decidi recuperar um artigo que escrevi, para um semanário regional ( Verdadeiro Olhar) em Agosto de 2011, pelo facto de, lamentavelmente, 5 anos terem passaram e nada se alterou. Ora então aqui vai:
“Há uns dias atrás recebi, via e-mail, uma pequena história que, pela sua manifesta actualidade, não resisto em partilhá-la:
“Era uma vez um viajante que, chegado a um hotel para dormir, pede primeiro para ver o quarto. Entretanto, entrega ao recepcionista do hotel uma nota de 100 Euros. Enquanto o viajante inspecciona o quarto, o gerente do hotel sai a correr com a nota de 100 Euros e vai à mercearia ao lado pagar uma dívida antiga, exactamente de 100 Euros. Surpreendido pelo pagamento inesperado da dívida, o merceeiro aproveita para liquidar, junto de um fornecedor, uma dívida vencida há já alguns meses e também de 100 Euros. O fornecedor, por sua vez, pega imediatamente na nota e corre à farmácia, para pagar uma conta em aberto de 100 Euros. O farmacêutico, com a nota na mão, corre disparado e vai a uma casa de alterne ali ao lado, liquidar uma dívida com uma prostituta. A dívida em causa era de… 100 Euros. A prostituta agradecida, sai com o dinheiro em direcção ao hotel, lugar onde habitualmente leva os seus clientes e que ultimamente não havia pago pelas acomodações. O valor total da dívida ascendia a 100 Euros. Ela avisa o gerente que está a pagar a conta e coloca a nota em cima do balcão. Neste momento o viajante desce à recepção e informa o dono do hotel que o quarto proposto não é o que esperava, pega na nota de 100 Euros agradece e sai do hotel”.
Esta história revela, de forma muito peculiar, a forma como a economia mundial foi evoluindo ao longo dos últimos anos. Durante tempo demais notas de 100 Euros, igual à que foi entregue no dito hotel, andaram a circular virtualmente pelo mundo inteiro. Como não seria de estranhar um dia o “esquema” entraria em colapso. E esse dia chegou.
Para ultrapassarmos esta grave crise a solução mais justa, mas também mais radical, passaria por um fazer um reset à contabilidade mundial e começar tudo do zero. Infelizmente tal não parece ser possível, pelo que a receita que está a ser imposta um pouco por todo o mundo passa pela adopção de massivas e violentas reduções da despesa pública e brutais aumentos da carga fiscal.
No entanto, e apesar da situação dramática a que a Europa e vários outros países chegaram, a verdade é que os mercados, os tais que ganharam quantias indecentes e indecorosas de dinheiro através de esquemas absolutamente virtuais, mantêm a sua gula insaciável. Continua a valer tudo para se extorquir dinheiro a tudo e a todos. Infelizmente, a classe política mundial continua sem força e vontade para terminar, de vez, com esta roleta. Crêem na paciência inesgotável do comum mortal. No entanto e se nada em contrário for feito, as surpresas podem ser bem desagradáveis e as consequências políticas e sociais aterradoras.
Entretanto, notas de 100 Euros colocadas em balcões de hotéis continuam a saltitar de mão em mão… até um dia!”

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