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O QUE PRECISA DE SABER SOBRE DROGAS

ANTONIETA DIAS
Não é possível definir com precisão a data exata em que surgiram os primeiros utilizadores das drogas, designadamente com o objetivo de obter “ beneficio/maleficio” para o corpo e para a alma.
As drogas fazem parte da história da humanidade. Usam-se há milhares de anos, sendo as plantas uma das vias mais importantes para a sua obtenção.
Tendo em conta a definição da Organização Mundial de Saúde – OMS, de 1981,que caracteriza a droga como qualquer substância que, não sendo produzida pelo organismo, tem a propriedade de atuar sobre um ou mais de seus sistemas, produzindo alterações em seu funcionamento.
A questão essencial da sua utilização não está relacionada com a sua dualidade (boa ou má), mas com a forma como a pessoa a interioriza, a utiliza e sobretudo com os objetivos que pretende estabelecer com ela.
Quando uma droga é utilizada no tratamento médico é usada para bem da pessoa e para conseguir curar a doença ou minimizar as sequelas dessa mesma patologia.
Porém se os medicamentos são usados de forma inadequada, podem originar efeitos maléficos graves, sendo que o termo psicotrópico compõe-se de duas palavras: psico que estabelece a relação psicológica trópico, se relaciona com o termo tropismo, mais propriamente afinidade atração por. 
No caso em apreço existe uma cumplicidade de efeitos físicos e sobretudo psicológicos, tendo em conta que as drogas vão atuar no sistema nervoso central, alterando e nalguns casos destruindo os neurónios de forma irreversível, sendo a sua recuperação impossível.
O grau de destruição neuronal será tanto mais grave quanto mais poder invasivo tiver a droga que se está a utilizar.
Na Grécia Antiga a droga era designada “pharmakon” e possuía um duplo significado: remédio e veneno. Outra designação de “droga” teve a sua origem na palavra “droog” (holandês antigo) que significa folha seca uma vez que muitos delas utilizadas como medicamentos eram extraídos de vegetais. 
Sem prejuízo de outras informações complementares, existe um dever de cidadania que consiste em proteger os indivíduos mais vulneráveis e emocionalmente fragilizados que procuram obter a “sensação de felicidade” à custa de substâncias que irão acabar por destruí-los.

Importa, ainda referir que apesar de serem usadas desde os primórdios da historia da humanidade, inicialmente oriundas de substancias naturais (plantas), utilizadas durante milhares de anos, cuja tolerabilidade facilmente controlável, devido à assertividade e operacionalidade com que os indivíduos a utilizavam. 

Porém com o decorrer das investigações muitas drogas se descobriram e foram colocadas no mercado algumas de origem sintética, facilmente modificáveis nos seus radicais e até se vendiam livremente como drogas “leves”, comercializados e generalizados de forma legal. Nos meios académicos existe um conceito muito próprio que define drogas psicotrópicas ou psicoativas, como toda e qualquer substância que invade e afeta os processos mentais (cognitivos, comportamentais, reacionais, sociais). 
O facto de as drogas poderem ser susceptíveis de modificar o funcionamento cerebral habitual, produzindo perturbações psicológicas muitas vezes descontextualizadas e nalguns casos até antissociais.
Como substâncias psico ativas podem ser subdivididas em três grupos: estimulantes (anfetaminas, crak, ectasy, nicotina/ tabaco, cocaína e cafeína, aumentado o estado de vigília de forma exagerada, provocando insónias), depressoras (álcool, benzodiazepinas, barbitúricos, opiáceos), levando a uma diminuição da atividade motora, diminuem a concentração, a memória, a atenção e a capacidade intelectual), perturbadoras (alucinogénios, LSD (acido lisérgico), maconha, êxtase, mescalina, psilocibina, provocando delírios, alucinações, bem como alterações sensitivas e da perceção) estas altamente lesivas e muitas vezes mortais, e drogas inalantes (nitritos voláteis, solventes orgânicos, oxido nitroso).
Sem esquecer o conceito que a Organização Mundial de Saúde (OMS) atribui a droga definindo-a como qualquer substância natural ou sintética, que uma vez introduzida no organismo vivo, pode modificar uma ou mais das suas funções, sendo entendida no senso comum como uma substância proibida, nociva e ilegal, que se destina a modificar funções orgânicas, produzindo sensações, algumas aberrantes, que modificam o humor e os comportamentos, intoxicando e provocando doenças físicas, com alterações cognitivas e comportamentais graves.
A OMS considera a intoxicação química por substâncias psicoativas como uma doença e classifica a compulsão por drogas como transtornos mentais e comportamentais.
Excluindo os fins terapêuticos, por todas estas razões se considera a necessidade de as manter como drogas ilícitas, passiveis de penalização.

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