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UMA INSTITUIÇÃO CHAMADA FAMÍLIA

DIOGO VASCONCELOS
O ser humano é um ser muito especial, a sua volatilidade, as suas incongruências tornam-no diferente de todos os seres que habitam a terra. A verdade é que estamos em constante mutação, num dia queremos uma coisa, no outro dia a seguir já queremos outra, hoje temos um objetivo, amanhã já temos outro, hoje temos um relacionamento, amanhã já temos outro, hoje queremos mudar o mundo e as pessoas à nossa volta, amanhã já só resta a misantropia.
Os nossos sentimentos e crenças fazem-nos viver numa celeuma constante, ficamos tão excitados com um novo projeto, uma nova companhia que não conseguimos enxergar muitas vezes a realidade. Parar, olhar, respirar faz bem, ao menos obrigam-nos a por um STOP nem que seja momentâneo. Cada vez mais as amizades são fugazes, num dia somos os melhores amigos, no outro já nem sabemos bem o que essa pessoa anda a fazer da sua vida. Deixamo-nos levar pela lógica da proximidade, quando perdemos o contacto físico com essa pessoa, ela desaparece das nossas vidas. Isto acontece porque vivemos num universo em que achamos que tudo se torna decrépito num ápice, na mesma lógica dos telemóveis.
Por isso é que não existe nada mais importante que a família. Saber que ela está ali para tudo. O bom e o mau. Não é preciso fingir ser quem não se é, pois eles sabem tudo, sabem mesmo tudo. Viram-te desde pequeno a fazer traquinices e malabarismo com as palavras. É bom saber que existe sempre o porto de seguro, mesmo quando o mundo parece desabar sobre ti. Mesmo quando recebemos aquelas homílias a que apelidamos de “grande seca”, no fundo percebemos que só dizem determinadas coisas para o nosso bem, não exigem mais nada em troca, nada!
Quando me dizem: “ah, eu não quero ter filhos”. Tipo?! Existe algo mais bonito do que dar seguimento ao que os membros mais decanos construíram? E o mais engraçado, por norma, são aquelas pessoas que sempre tiveram o apoio do pai, da mãe, dos avós que não querem. Aquele que sente na pele a falta de uma base familiar é o que mais valor dá a esta instituição, apenas minudências.
Eu não me imaginava a viver sem a minha família, não é ser piegas, é apenas saber distinguir aquilo que realmente é etéreo, puro na nossa vida, o que é passageiro, do que é eterno.

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