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DO BURKINI AO BIQUINI, COM HÁBITOS DE FREIRA PELO MEIO…

A “Silly season” é, por definição, uma época em que muitas asneiras se escrevem e afirmam, agora escudadas e amplamente divulgadas pelas Redes Sociais. E, este ano, não foi exceção, bem pelo contrário.
E é precisamente sobre uma destas polémicas o tema da minha crónica de hoje.
Não me vou referir à mais patética “crise” da referida estação da asneira de ver um Presidente de Câmara, o de Gaia, a falar publicamente de “lamber cus” e de “massajar hemorroidas”. Já escrevi o suficiente, em outros locais, sobre este tema de tasca e rasca.
Mas vou-me referir a outra polémica ligada intimamente às Sexualidades mas, acima de tudo, desconstruir o tema e denunciar a assustadora manipulação dos factos que foi feita.
Reporto-me ao caso de, em Nice, uma cidadã muçulmana ter sido obrigada pela polícia francesa a retirar o burkini que estava a usar na praia.
E foi em Nice, palco de um dos mais recentes atentados perpetrados contra a França, Pátria da “Liberté, Égalité et Fraternité”…ou seja, em contexto de total e compreensivo alarme contra tudo o que seja suspeito, contra tudo o que lembre o terrorismo fundamentalista islâmico. E, com isto, não estou a justificar qualquer esboço de erro por parte das forças policiais francesas. Até porque não é essa a minha opinião.
Claro está que a reação de algumas feministas logo se fez ouvir e de forma militantemente descabelada. Até em Portugal os proto “comentadeiros” e “comentadeiras” das Redes Sociais se insurgiram e regurgitaram…anátemas, desculpas e muita mas muita manipulação e, acima de tudo, muita asneira…conscientemente propositada.
Falaram em atentado contra a Igualdade, chamaram à colação a violentação das Liberdades e Garantias Femininas…alguns e algumas lembraram-se, inclusive e ridiculamente de fazer a comparação com o uso do hábito das freiras. Outros houve que, inconscientes da sua vacuidade exibiram, como se qualquer tipo de comparação credível fosse passível de ser feita, fotos de época das mulheres de pescadores, que, vestidas, como era prática socio-cultural, esperavam, expectantes, o regresso dos maridos da faina marítima.
E tudo isto foi permitido em prol da construção de uma narrativa que apenas tem uma adjetivação…manipulação falseada.
Mas a que vem tamanha catadupa de vitupérios?
Tão só e apenas à inquinação manipuladora da informação a que uma determinada Imprensa deu, também, cobertura.
Mas ninguém se referiu à verdadeira questão, ao cerne do tema.
O facto incontornável é tão só e apenas a Liberdade. Acima de tudo o direito de livre escolha e o facto de ser uma opção livre e consciente, por parte das europeias, freiras ou não, versus uma imposição violentíssima que a cultura muçulmana impõe às suas mulheres, sem qualquer direito de escolha ou de opção.
A mulher muçulmana não dispõe de qualquer esboço de Direitos, Liberdades e Garantias.
Basta chamar à colação que a mulher muçulmana dificilmente e só em alguns países pode estudar.
A mulher muçulmana e apenas em alguns países pode conduzir um automóvel.
A mulher muçulmana e apenas em alguns países e só muito recentemente adquiriu o direito a votar, mas sempre acompanhada do marido, dono e senhor, patrão e total proprietário.
E o uso da burka e dos aparentados hijab e burkini, entre outras variedades, é tão só e apenas uma obrigação total, sem qualquer hipótese de negociação ou alegação…aqui a negociação, porque em nome de uma suposta “honra” é o castigo público, normalmente na forma de chicotadas, que pode chegar ao apedrejamento e consequente morte.
Uma coisa é a mulher que escolhe o bikini ou o hábito, de modo consciente.
E outra muito diferente é a brutal violência da obrigação total e inegociável do uso de uma vestimenta que cobre todo o corpo e em muitos casos a cara toda, apenas deixando uma nesga ao nível dos olhos. Não podemos esquecer que em muitos países muçulmanos é ainda hoje prática incontornável a mutilação genital feminina com a consequente excisão clitoridiana, apenas com o único e animalesco intuito de, desta forma, inibir e de modo irreversível, o acesso da mulher ao prazer.
E é este o cerne da questão, propositadamente omitido…a total falta de Humanidade, de Igualdade de Género, de Civismo, de Liberdade nas civilizações muçulmanas.

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