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IR PARA FORA CÁ DENTRO

RUI CANOSSA
Como costumo dizer aos meus alunos de turismo cultural e recreativo: “- É melhor a prática do que a teoria!” De facto, ir de férias, fazer turismo, viajar é a única felicidade que se pode comprar. E como costuma ser habitual, férias de verão sem passar uns dias no Algarve, não são férias. Mas, gostos particulares à parte, o Algarve está em ano recorde, sobretudo pelo facto de ter tido um crescimento fora do pico do verão. Todos os indicadores mostram que 2016 será o ano mais forte do turismo algarvio. Até junho a região aumentou uns impressionantes 13.3% nos hotéis classificados, atingindo as 870 mil novas dormidas comparativamente ao mesmo período do ano passado, o que se cifrou num total de 7.4 milhões de dormidas, segundo os dados do INE.
Os proveitos turísticos registaram uma subida de 19.8%, destacando-se o crescimento de 4% evidenciado pelos portugueses no primeiro semestre, totalizando cerca de 1.3 milhões de dormidas. Por outras palavras, os portuguese também ajudaram ao ano de ouro do turismo algarvio, foram para fora cá dentro, como dizia o slogan da promoção do turismo há uns anos atrás.
Outra boa notícia é a de que a sazonalidade no Algarve está a mudar, já que as reservas para o outono também estão a aumentar. Ou seja junho, setembro, outubro e novembro estão mais ocupados do que o costume. Estamos claramente a caminhar para um Algarve o ano todo.
Segundo o relatório da Capital Economics, com base nos dados do Eurostat, Portugal e Espanha foram os países que mais benefícios dos desvios de turismo gerados pela chamada primavera árabe e ataques terroristas, em detrimento mesmo de países como a França (só o país mais visitado no mundo) e a Grécia, devido aos atentados e à crise dos refugiados.
Em Portugal, o impacto do turismo no Produto Interno Bruto estima-se que possa atingir os 16%, o que pode atenuar um pouco aquilo que os economistas chamam de tempestade perfeita para a economia portuguesa com a quebra das exportações, o não arranque do investimento e a travagem do consumo privado.
E de repente, sem se dar conta ou querer, as férias acabam, ficam as recordações, algumas fotos, mas sobretudo o facto de se ter ficado mais rico, não na conta bancária obviamente, mas de espírito! E uns quilinhos a mais!
Vá de férias cá dentro! Ajude a economia portuguesa! Temos um país tão lindo! Como as portuguesas!

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