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COMO ANALISAR A EQUIPA ADVERSÁRIA?

ANDRÉ QUEIRÓS 
A análise e observação do próximo adversário quando bem transportadas para o processo de treino e para os jogadores são realmente fundamentais, na medida em que quando somos conhecedores das fraquezas que devemos explorar, das forças que devemos anular, e sabemos como o fazer, estamos sempre mais próximos de vencer. Neste sentido um observador tem que fazer mais do que ver o jogo, ou seja, tem que ser capaz de analisar a equipa nos quatro momentos de jogo mais as bolas paradas e perceber quais os comportamentos exibidos naquele contexto que são PADRÃO existindo grande probabilidade de haver um transfer para o jogo seguinte.
Em divisões profissionais em que os jogos são transmitidos na televisão os observadores têm a possibilidade de ver o adversário mais do que uma vez, sendo a margem de erro menor, no entanto em divisões inferiores este muitas vezes só pode ver o adversário durante noventa minutos. Será um jogo suficiente para extrair toda a informação necessária? Em que aspetos se deve concentrar o observador?

Processo Ofensivo: Estrutura de jogo e alternativas; Amplitude; Largura; Profundidade; Padrão do jogo ofensivo; Combinações ofensivas; Saídas ofensivas; Jogadores em destaque.

Transição Ofensiva: Jogo posicional no momento do ganho; Zonas onde se processa a recuperação; Formas de retirar a bola da zona de pressão; Jogadores em destaque.
Processo Defensivo: Estrutura de jogo e alternativas; Movimentos frequentes; Jogadores a explorar; Largura; Profundidade; Espaço entrelinhas; Movimentos padrão; Jogadores em destaque.
Transição Defensiva: Comportamentos padrão no momento da perda de bola; Jogadores posicionais para contra-ataque; Jogadores em destaque.

Esquemas Táticos (Bolas Paradas): Estruturas defensiva e ofensiva; Jogadores a explorar; Jogadores em destaque; Esquemas alternativos (combinações estudadas); Zonas a explorar.

Concluído o processo de observação o treinador começa a montar a estratégia, normalmente associada apenas ás bolas paradas ou jogadas ensaiadas, mas muito mais do que isso. O lado estratégico consiste em direcionar aquilo que é a nossa Ideia de Jogo para aproveitar as debilidades do rival e anular os seus pontos mais fortes. Isto não significa alterar o nosso “jogar”, mas particularizar certos aspetos de acordo com esse jogo, mas NUNCA alterar a nossa MATRIZ.

Em suma, à partida para qualquer jogo o treinador não deve alterar a forma de jogar da sua equipa em função do adversário, mas também tem que perceber que não joga sozinho, logo, deve alertar a sua equipa para alguns comportamentos positivos (forças) e negativos (fraquezas) do rival, ficando assim mais próximo de vencer.

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