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PATRICK SWAYZE

PAULO SANTOS SILVA

Depois de um pequeno interregno, que serviu para recarregar as baterias, retomo o contacto com o caro leitor, homenageando um ator que de alguma forma marcou a geração daqueles que, como eu, se encontram na fase dos quarenta – Patrick Swayze.

Patrick Wayne Swayze, nasceu em Houston (EUA) a 18 de agosto de 1952 e deixou-nos de forma bastante prematura a 14 de setembro de 2009, com apenas 57 anos. 
A sua mãe, Patricia Yvonne Helen, era bailarina, coreografa e professora de dança, por isso não é de espantar que o filho tivesse tido aulas de dança clássica, além de ter experimentado outras atividades desportivas como a patinagem no gelo, a ginástica e o futebol americano. Foram, aliás, as lesões que desenvolveu no futebol americano que o levaram a interromper a sua carreira como bailarino clássico, dando prioridade à sua formação como ator que já havia iniciado anteriormente. 
Foram vários os filmes que protagonizou, sendo que os mais conhecidos terão sido Ghost – O Espírito do Amor e Dirty Dancing. Por ambos foi nomeado para o Globo de Ouro de Melhor Ator em Comédia ou Musical, sendo que nunca venceu o galardão. Também não é menos verdade, que chegou a ser nomeado duas vezes para receber a Framboesa de Ouro para Pior Ator, (Razzie Award for Worst Actor), é um dos prémios oferecidos pela Golden Raspberry Award Foundation (GRAF). Não que tenham uma importância por aí além, se pensarmos que atores Adam Sandler, Ashton Kutcher, Mike Myers, Eddie Murphy, Sylvester Stallone, John Travolta, Kevin Costner, Bruce Willis, entre outros bem conhecidos, já o receberam e, alguns deles, por mais do que uma vez.
Patrick Swayze morreu, faz hoje sete anos, vítima de um cancro no pâncreas contra o qual lutou durante dois anos, sendo que antes do diagnóstico o ator pensava sofrer de indigestão crónica.
O que torna, então, Patrick Swayze um ator especial e que ainda hoje perdura na nossa memória?
Na minha opinião, uma conjugação de vários fatores. Claro que o aspeto físico do ator, é um dos aspetos a ter em linha de conta. Mas há mais. Dirty Dancing, não sendo propriamente um filme para ganhar um Oscar, surge numa altura em que a minha geração tinha os seus 16/18 anos. Fala de um amor de verão entre dois jovens, que não é bem visto pelo pai da rapariga. A personagem mais conhecida por Baby (interpretada pela atriz Jennifer Grey), descobre o local do resort onde os funcionários se divertem e, aí, conhece o bailarino e professor de dança do hotel Johnny Castle (interpretado por Patrick Swayze), por quem se apaixona. Quando Penny, companheira de dança de Johnny descobre que está grávida, o bailarino convida a jovem Baby para dançar com ele, o que merece a total desaprovação do pai, médico, que erradamente assume que o jovem é o pai da criança. Obviamente que já estamos a ver que tudo isto vai terminar em desobediência…
É precisamente desta forma que termino a crónica. Convidando-o a ver (ou a rever) a cena final do filme em que Johnny e Baby dançam ao som do fantástico tema popularizado por Bill Medley e Jennifer Warnes, de seu nome (I’ve Had) The Time of My Life, que viria a ser recentemente remasterizado e adaptado pelos Black Eyed Peas. 

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