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UMA DÉCIMA… UMA SIMPLES DÉCIMA PODE FAZER A DIFERENÇA!

LÚCIA GONÇALVES
Bem a propósito da época que muitos dos nossos jovens atravessam, entre eles, alguns que me são próximos…
Um exame mal corrigido pode fazer toda a diferença e mudar planos, conquistas e sonhos dos jovens que estão a iniciar os seus estudos universitários! E a ideia que me fica é que nalguns casos, algures ao longo do percurso escolar, se desvaloriza o seu futuro, mais concretamente o seu futuro académico.
A estes jovens exigem-se médias elevadas, pelo menos para os cursos com alguma saída profissional, mas por outro lado os professores nem sempre correspondem a essa exigência… 
A sua falta de empenho e interesse pelos alunos leva-me, por vezes a perguntar-me, se fazem parte do grupo que tiraram um curso superior apenas para serem “doutores”!
Contudo, como mãe, já vivi situações díspares, ou seja, professores que respiram energia e vontade de ensinar, em contraste com os que despejam a matéria sem qualquer lampejo de ânimo. Fala-se muito do desinteresse de alguns alunos, mas o problema não está apenas nos alunos. Também existem professores desinteressados!
É uma profissão exigente. Sim é! Mas não é a única, em compensação é uma das que, para o bem e para o mal, tem imensas repercussões no futuro de milhares de crianças e jovens.
Na minha opinião os candidatos a professores deviam passar por uma espécie de triagem e só deviam ser aceites os que provassem ter capacidades e vocação para o serem. Porque também os há, e bons, muitos deles sem colocação em detrimento daqueles menos capazes.
Entretanto, o que originou este tema foi o descalabro que observei na correção dos exames de 12º ano, que como bem sabem, influenciam diretamente as médias de acesso. Bem sei que errar é humano e ninguém é infalível, mas uma falha de 2,4 valores na correção de um exame que pode mudar completamente o futuro de alguém, é grave!
Que professores temos a corrigir os respetivos exames? Como podem cotar uma resposta a zero, quando não é preciso ser professor para se perceber que naquela questão a falha na correção é notória! E afirmo-o com toda a certeza, porque bastava ler a questão e a resposta dada, para se ver claramente que, grande parte da resposta estava lá. Podia não obedecer totalmente aos critérios de avaliação, mas nunca poderia ser zero! E não foi a única questão mal corrigida, apenas foi a mais gritante. O aluno em questão continuava com média suficiente para entrar em vários cursos, acontece que os seus planos, não passavam por entrar no ensino superior apenas por entrar.
Pedida a reavaliação do exame, foi possível corrigir a média, mas, e se os pais e o próprio aluno, não estivessem atentos e estranhado aquela nota? Um jovem de 18 anos, com metas já definidas teria, este ano letivo, os seus planos desfeitos… Uma décima, uma simples décima foi o suficiente para lhe permitir a entrada. A décima recuperada nos 2,4 valores “roubados” na primeira correção!
Bem sei que a felicidade não passa exatamente por ter uma licenciatura, e que existem profissões (tão ou mais dignas!) que não dependem dela, mas se a opção de vida de cada um, passa por apostar num futuro com mais caminhos em aberto, optando pela frequência do ensino superior, como pais e educadores, só temos que os apoiar.
Um conselho: estejam atentos, e à menor probabilidade de erro, peçam reavaliação dos exames finais. Acreditem, esse cuidado pode fazer a diferença no futuro dos vossos filhos!

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