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CRÓNICA 40

PAULO SANTOS SILVA
Pois é…
O tempo voa e o desafio que me foi feito há cerca de dois anos de escrever uma crónica quinzenal, fez com que hoje se chegue a este bonito número – 40 crónicas. 
Ao aceitar esta tarefa, confesso que algumas incertezas me invadiram. Mais do que se seria capaz, a maior delas foi a incerteza quanto ao facto de haver tema para o fazer. Realmente, não poderia estar mais errado. Temas nunca faltaram, bem pelo contrário. Semanas houve em que a dificuldade maior foi escolher de entre vários possíveis, sendo que cada um era mais interessante do que o outro. 
Por estas páginas passaram crónicas sobre amigos, temas pessoais, reflexões sobre programas de talentos, reflexões sobre temas e causas sociais, cartas abertas e personalidades marcantes das áreas que mais me dizem respeito como a música e a dança, sem esquecer alguns atores de cinema e até uma crónica escrita a 1 de abril, que toda ela era mentira. Como não podia deixar de ser, por defeito de profissão, falou-se muito de temáticas relacionadas com a educação.
Aqui chegado, quase que se impõe um balanço. Valeu a pena embarcar nesta aventura? A resposta é clara e óbvia – sim. 
O que fica então destes dois anos e 40 crónicas? O prazer. O enorme prazer em dar largas à escrita, algo que desde muito jovem gosto de fazer, refletindo sobre temas que me são caros, opinando sobre eles com o exato valor que uma opinião tem – é a minha e apenas a mim me vincula. Também o enorme prazer de saber que muitos dos que são meus amigos me seguem e leem o que escrevo, independentemente de poderem concordar ou não com as minhas opiniões. Finalmente, os simpáticos comentários que por vezes me dirigem e que, confesso, me enchem de orgulho.
Posto isto e conforme lhe tinha dito, cá estamos num dos dias em que temas não faltam. 
Poderia falar da polémica que por estes dias tem estado na ordem do dia, opondo os taxistas e as plataformas Uber e Cabify e que teve o auge na manifestação de taxistas de há dois dias, em Lisboa. A única coisa que me apetece dizer acerca do que foi visto e ouvido, é que concerteza que nem a Uber, nem a Cabify se lembrariam de uma tão boa campanha publicitária a seu favor. E mais não digo.
Poderia falar da caça ao homem em S. Pedro do Sul e refletir sobre o que é que leva um ser humano a matar outro, apenas porque (aparentemente) interrompeu um assalto. Não contente com isso, mete-o na mala do carro, não lhe permitindo o socorro, condenando-o à morte de uma forma bárbara. Mas ainda não contente com isso, dispara a matar para um casal para apenas e só lhe roubar o carro. Que ser humano é este? Como é que em pleno século XXI num país que se diz civilizado e evoluído, encontramos gente desta? Não consigo encontrar nenhuma resposta, muito menos nenhuma justificação para estes atos. Faço votos para que seja capturado (não “caçado”, como se calhar muitos achariam que mereceria…) e que pague estes crimes com 25 anos de cadeia, que é o cúmulo jurídico no sistema penal português, sem nenhuma atenuante nem possibilidade de ser libertado, após ter cumprido 2/3 da pena. 
Mas como a crónica começou em tom de celebração, vamos terminar da mesma forma assinalando o aniversário de um dos maiores tenores de todos os tempos – Luciano Pavarotti. 
Se fosse vivo, faria hoje 81 anos. Foi, a par de outros dois grandes nomes ainda vivos (Placido Domingo e Jose Carreras), um dos famosos Três Tenores que encantaram o mundo por alturas do Campeonato do Mundo de Futebol em Itália (1990). Esta feliz união, teve o condão de despertar a atenção do grande público para o canto lírico, acabando de alguma forma com o mito de que era uma coisa “chata”, ao mesmo tempo que despertou a curiosidade para a procura dos temas que interpretavam, nomeadamente as óperas a que pertenciam. 
Termino, sugerindo-lhe a audição do célebre “Nessun Dorma”, que faz parte da ópera Turandot de Puccini, acompanhado do desejo de que possa seguir-me em, pelo menos, mais 40 crónicas!!!

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