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"ONDE HÁ AMOR, NÃO HÁ DESEJO DE PODER" – VIOLÊNCIA NO NAMORO

JORGE MADUREIRA
Violência nos casais jovens e ainda no namoro é algo em crescimento.
Saber da violência entre jovens é algo que me preocupa. Mais ainda por saber que são os próprios a terem por normal os gratuitos actos de agressão, quer seja física ou verbal.
Nem sempre é assim, mas muitas das vezes, muitos destes jovens agressores mais não fazem do que repetir o que vivem e assistem em casa. Durante muito tempo e contínua acontecer: silêncio, sempre.
Alguém tem que fazer ver a estas jovens agredidas que tais actos não são amor nem paixão. Amor é o melhor que temos para dar, não o pior. Um acto e antes disso, o gesto, nunca é inocente nem acidental. Tem como objectivo a humilhação e destruição. Será sempre um crescendo, será uma escalada e aumentará, independentemente dos arrependimentos e promessas… quantas mulheres que transportam consigo as feridas, os dramas e as negras, impostas pelos companheiros, “seus homens” não terão começado por um “simples” gesto.
A violência nas relações amorosas não é isolado, por isso é considerado algo complexo que necessita (urgentemente) de uma intervenção eficaz. Quase sempre a violência nas relações juvenis permaneceu “ignorada” e até algo marginalizada comparando com a violência marital. Esta situação de violência nos jovens namorados tem estado em crescendo e é relevante, deveria ser merecedor de mais atenção. Estes acontecimentos deveriam ser mais analisados e combatidos. Não tenho noção em que condições e ou factores favorecem a ocorrência da violência.
Existe muitos tipos de violência. A violência começa quando numa relação, um exerce poder e controlo sobre o outro, tendo como objetivo obter aquilo que deseja. Uma relação amorosa deve ser saudável e positiva. Sempre que verificares que te aproximas de uma relação que poderá ser violenta, termina-a. Vive sem medo, sê feliz, escolhe as pessoas com queres estar, exige ser respeitada. Vive o amor que tens direito numa relação a dois. Nunca tenhas vergonha de terminar uma relação doente ou de procurar ajuda para o fazer. Nunca, mas mesmo nunca te ponhas em risco. Namoro violento não é amor, os ciúmes não são amor, o poder não é amor.
“Onde o amor impera, não há desejo de poder; e onde o poder prevalece, há falta de amor. Um é a sombra do outro.” – Carl Gustav Jung

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