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FENÓMENO DO(S) ENTRONCAMENTO(S)

PAULO SANTOS SILVA
Embora tenha prometido a mim mesmo que não iria dedicar um minuto da minha vida ao assunto em questão, confesso que não resisto a tecer algumas considerações relativamente à “cantora” que se tornou viral através das redes sociais. 
Estou a falar, como certamente já se apercebeu, de Maria Leal. 
Se à primeira vista parece mais um caso de alguém que não tem “noção do ridículo”, ao bom estilo de um Zé Cabra, após uma análise mais atenta reparamos que há diferenças significativas. Zé Cabra, tanto quanto me lembro da história, era alguém que gostava de música e que mesmo sabendo que não era propriamente um primor de afinação a cantar (confesso que estou a ser bastante simpático…), resolveu gravar um disco assumindo os custos do mesmo e sem nenhuma intenção de o ver editado. Acontece que alguém deixou escapar uma parte da gravação para uma rádio, o que levou Nuno Markl a lançar a campanha “Quem és tu, Zé Cabra?…”. A partir daqui, foi um ver-se-te-avias, até descobrirem o homem e o trazerem para as luzes da ribalta. 
Por outro lado, o “acontecimento dramático” que dá pelo nome de Maria Leal, tem contornos bem diferentes.
Este caso paranormal, que bem poderia ser o verdadeiro “Fenómeno do(s) Entroncamento(s)”, mais se assemelha a uma belíssima jogada de marketing que está a dar os seus frutos e vai ser espremida até o “pessoal” se fartar, ou até aparecer um novo fenómeno viral. Até o Goucha e a Cristina foram muito bem utilizados no lançamento da “artista”, ficando por saber se o foram inocentemente ou se ganharam (incluindo a própria TVI) mais alguma coisa com isso. 
Certo, certo, é que a “jovem” anda numa roda-viva. Ele é campanhas eleitorais em escolas secundárias (segundo a própria, cobra apenas um valor simbólico…), ele é presenças em bares e discotecas onde, segundo o que nos dado a ler em alguma comunicação social, cobra um valor que pode ir desde os 250 até aos 500 euros, embora haja que fale em 1000. O valor varia conforme o número de músicas que canta, embora saibamos que o máximo corresponde a 4 músicas, que é quantas tem no repertório. 
Tomemos por referência um valor médio de 500 euros. 
Admitindo que entre 6ª e sábado esteja presente em dois locais (um em cada dia, não vá a “jovem” cansar-se…), temos um valor de 1000 euros por dois dias de trabalho. Tendo em linha de conta que um mês tem 4 fins-de-semana e utilizando contas simples de multiplicar, já estamos a falar de 4000 euros por 8 dias de trabalho. Onde se lê dias, se calhar, deve ler-se horas… Pois… Calculando que a jovem não estará coletada como profissional da música, certamente que de este valor não será passado recibo, logo estaremos a falar de valores líquidos. À atenção da Autoridade Tributária, portanto…
Vai daí, toda a análise que possa ser feita às músicas ou às letras, resulta numa pura e inútil perda de tempo uma vez que apenas têm a utilidade de servir de trocadilho para este cronista titular o presente devaneio escrito. 
Já agora e por falar em devaneio, será que já mais alguém se apercebeu que Portugal deve ser um dos poucos países do mundo (senão mesmo o único…) que tem a profissão de ex?… Ex-Big Brother, ex-Casa dos Segredos 3, ex-Secret Story 2, ex-qualquer-coisa 43,… 
Havemos de analisar o assunto caro leitor, havemos!…

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