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UMA AUTÊNTICA ENXURRADA!

ANTÓNIO FERNANDES
A enxurrada surpreendeu os zeladores das sarjetas. Amontoou o lixo que transportou impedindo a entrada do caudal de água nas condutas para que dá o acesso e de que é filtro.
Mas, se de qualquer filtro tivermos opinião sobre a sua função como sendo função idêntica à de uma sarjeta, então, concluiremos que às sarjetas, filtros de encaminhamento, como tal conhecida, teremos de juntar uma outra tipologia de sarjeta em que os zeladores, porventura também andarão como a enxurrada. Quiçá: Os afetos ao cumprimento do PDM e do urbanismo em geral; Os afetos à habitação social, transportes públicos, e outros; Os afetos à cultura de pendor identitário das populações; Os afetos ao espírito daquilo que é o desporto, e à juventude; E por aí adiante que, da enxurrada, ficaram caminhos de um mandato que finda no próximo ano sem história para a História.
O ano corrente ainda tem até ao seu final, o final da Capital Ibero-Americana da Juventude 2016 que se fina sem história para a História, também… 
Um acontecimento que devia ter mobilizado toda a juventude da cidade em torno dos seus valores e da sua identidade e a partir dessa premissa partilhar o conhecimento e a cultura da Península Ibérica com os jovens oriundos do Continente Americano em que as tradições culturais são de uma evidência e riqueza social notáveis.
Uma juventude que faz jus à sua História; às suas tradições; aos seus usos e costumes; num tempo de aculturação global em que cada vez mais os atentados aos valores de referência transitados de geração em geração são uma realidade incontornável do quotidiano em que se vive, adulterados e tratados como algo sem interesse, numa tentativa cerrada de esvaziar a razão de ser das civilizações e da História da Humanidade!
Teve por isso a cidade de Braga uma rara oportunidade de mostrar ao mundo que a globalização não é a uniformização das sociedades. 
A globalização é o respeito pelas diferenças culturais de cada povo; de cada civilização; de cada sociedade.
Perdeu essa oportunidade por motivos que se desconhecem. 
Porque aquilo que se conhece são as iniciativas levadas a cabo, o seu impacto social, e a memória que fica.
Como nada ficou na memória das pessoas, é porque pouco se fez, bem, para que ficasse e perdurasse no tempo… 
E assim, a enxurrada, tudo levou, de nada.

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