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«PÕE TUDO O QUE TENS NAQUILO QUE FAZES»

DIOGO VASCONCELOS
“Põe tudo o que tens naquilo que fazes”. A frase tem dono, é de Fernando Pessoa. Apesar de já muito bajulada faz todo o sentido nos dias de hoje. Numa época de globalização achamos que sabemos de tudo um pouco, somos bombardeados com informação a toda a hora, muita dele com duvidosa credibilidade. Ficamos pelos títulos, pelo sensacionalismo. Como diz o meu professor de Marketing Estratégico: “a laranja pode ser muito bonita, mas se não fizer bom sumo não vale nada”.
Quando fazemos algo com gosto, paixão o resultado ciclópico, daí a frase de Fernando Pessoa fazer ainda mais sentido nos dias de hoje. Criou-se uma ideia pré-concebida sobre o “Marketing” que serve para vender coisas. O Marketing não é publicidade, é o estudo continuado do mercado. Requer muitas horas de estudo, muitas análises e pesquisas, estudos de mercado. O desígnio não é enganar o consumidor sobre nada, apenas transmitir os valores, ideais de ma empresa. Depois fica ao critério de cada um decidir pela compra do produto/serviço. Cada vez somos menos ecléticos, logo é preciso criar diferenciação, posicionar de acordo com os seus valores.
Quando compramos, por exemplo, umas calças “Levis”, não estamos a fazer a compra de umas meras calças, estamos a seguir um estilo de vida. Um “life style” associado a uma história com décadas de existência que coaduna com os nossos valores e crenças. Uma mera peça de roupa diz muito de nós próprios. É com muita labuta e brio que se criam as grandes “brands”, tudo é pensado ao pormenor. Não obstante, algo que é indispensável na cadeia de valor é a transparência, a confiança.
Por isto é que o marketing, quando bem aplicado, é uma perene. Todos nós temos marcas que ocupam um lugar especial na nossa mente, quando pensamos em determinado produto, lembramo-nos imediatamente dessa marca. É por isso que o Marketing ser fascinante. No fundo, traduz o que o ser humano quer, diz que lhe vai na mente. Ser marketer não é ser “vendedor de sonhos”, é ser visionário, pensar para além da “montanha” que está à nossa frente, é compreender as tendências antes mesmo de elas o serem.

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