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ANGEIRA – O PÔR DO SOL

CRÓNICA DE ANTÓNIO REIS
Em menos de uma dezena de anos, a vila de Angeiras, Matosinhos, viu a procura gastronómica aumentar, assim como o número de restaurantes. Aquele pacato lugar junto à praia tinha dois locais onde se podia comer algum marisco e um outro que matava a sede aos pescadores acabados de chegar da faina, naquelas pequenas embarcações com cores garridas, que mesmo antes de chegarem ao pequeno areal se podiam identificar ao largo no sobe e desce das fortes ondas deste mar mais a norte de Portugal.
Hoje, só em Angeiras Praia há seis restaurantes e todos os dias estão de lotação esgotada à hora de almoço. Nós (Bird Magazine) estivemos por lá e procuramos o estabelecimento mais antigo do local, datado de 1889, onde se vendai vinho a copo até há pouco tempo. Um dos mais recentes a transformar-se em restaurante. Abancamos no “Por do Sol” e fomos observando a azáfama dos funcionários, num rodopiante entra e sai da cozinha, assim como do homem vestido de branco, e de farto bigode, que se encontrava junto ao grelhador mesmo ali ao lado da esplanada de onde saia um cheiro a peixe grelhado que ajudava a abrir o apetite.
Eduardo Santos fez as honras da casa, assim como com tantos outros clientes que por ali passavam: “Se é para comer temos lugar, mas a única coisa que lhes posso garantir é a qualidade dos nossos produtos”, Apregoa o homem, em forma de convite, para quem passa.
Sem qualquer duvida o serviço, assim como os produtos ali confecionados são de extrema qualidade e sabor. Desde os mais variados peixes, pescados ali ao lado, até aos saborosos mariscos, neste restaurante podemos encontrar uma vasta variedade. Foi-nos servido percebes, como entrada e chocos grelhados como prato principal. À nossa escolha, porque a oferta era vasta. Fomos degustando e acompanhando com um vinho branco verde da casa que não se deixava “vencer” pelas marcas mais conceituadas do mercado português. A garrafeira do “Por do Sol”, também é vasta, onde podemos encontrar vinhos de todas as regiões de Portugal e com preços que variam entre os €5 e os €140 por garrafa. Apenas o azeite, de uma marca bem conhecida, é que está abaixo dos parâmetros de qualidade servida naquele espaço gastronómico.
Eduardo Santos, homem multifacetado: faz todo o serviço ao grelhador, e dali é o relações públicas e ainda arranja espaço de tempo para interagir com os clientes e tirar uma self, tal como fez com a reportagem da revista “Bird Magazine”. “Trabalho aqui desde 1994, entre a terra e o mar. Há meia dúzia de anos para cá os turistas procuram muito este local. Em pouco tempo passamos de dois restaurante e uma tasca para seis restaurantes e estão sempre cheios à hora das refeições. O turismo aumentou muito”. Referiu o homem satisfeito com os resultados do esforço dos membros, todos da mesma família, que ali trabalham.
O valor a pagar por pessoa não é para todas as carteiras e pessoas que têm ordenados praticados em Portugal, cada refeição ronda os €25, contando apenas com uma entrada, prato principal, sobremesa, vinho e café. Os aperitivos ou digestivos podem ter um custo igual ou superior à refeição, dependendo da marca e quantidade servida.
Bom apetite e Bom Ano 2017

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