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PONTAPÉS E CANELADAS

RUI CANOSSA
Eu adoro futebol! No sentido lato do termo. Tudo o que tem a ver com futebol, eu procuro estar por dentro. E uma das faces do futebol prende-se com o seu lado económico. Hoje vou partilhar com aqueles que me leem um bocadinho deste mundo fantástico e que muitos não têm a mínima noção. É um negócio, uma indústria de biliões!
Há muitos anos que vou seguindo a Deloitte, uma das 5 grande empresas de consultadoria do mundo, que há 20 anos publica o Deloitte Football Money League no qual analisam os clubes sob o ponto de vista da receita que geram anualmente. Publicado apenas oito meses depois do final da época de 2015/16, a Money League é a análise mais atual e fidedigna da performance financeira relativa aos clubes de futebol.
As receitas combinadas dos 20 maiores clubes da Money League, na época de 2015/16, aumentaram 12%. Um novo recorde, com três clubes a ultrapassarem a barreira dos 600 milhões de euros.
Com uma receita de 152,1 milhões de euros, o tricampeão nacional, o Sport Lisboa e Benfica ocupa a 27ª posição no ranking, destacando-se entre os demais clubes portugueses com um lugar no top 30 da Money League e repetindo o feito de há duas épocas atrás onde ocupou o 26º lugar. De referir que o clube já esteve no top 20, na época de 2004/05.
Este ano o Manchester United regressa à primeira posição da Money League 2017, quebrando o recorde de 11 anos consecutivos detido pelo Real Madrid. A receita recorde do clube reflete-se no forte crescimento nas três categorias de receitas (bilheteira, direitos de transmissão, e comerciais), reforçadas pelo regresso do clube à Liga dos Campeões da UEFA e pelas novas parcerias comerciais. Foi uma receita de 689 milhões de euros! Seis vezes mais do que há 20 anos atrás.
O FC Barcelona (620,2 milhões de euros) e o Real Madrid (620,1 milhões de euros) completam o top três, tal como na primeira edição da Money League, referente à época de 1996/97.
Para fechar um ano notável, o Leicester City surge como o 20º maior clube de futebol do mundo gerador de receitas. A campanha criada em torno do título de campeão nacional impulsionou as receitas de 2015/16 para os 172,1 milhões de euros, um valor quase cinco vezes superior àquele conseguido há apenas duas épocas antes, em 2013/14.
Com os clubes da Premier League a beneficiarem de um aumento das receitas, promovido pelos contratos recorde de transmissão televisiva para a época de 2016/17, existe uma probabilidade de todos os clubes da Premier League integrarem o top 30 no próximo ano.
Segundo a Deloitte, o valor global de receitas na época 2015/16 foi de 7 417 600 milhões de euros! Deste valor a bilheteira representa em média 18%, os diretos televisivos de transmissão 39% e as receitas comerciais, onde se engloba o marketing, merchandising e parcerias comerciais os restantes 43%. E depois ainda há as receitas das vendas dos jogadores.
Como pode ver o negócio dos pontapés e das caneladas envolve quase 7.5 biliões de euros e por isso é uma indústria que atrai investimentos das mais variadas origens e move multidões. Mas, para o comum dos mortais, o futebol, é aquela paixão que nos conquista!

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