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NO DIA MUNDIAL DA SOCIEDADE DE INFORMAÇÃO

PAULO SANTOS SILVA
Comemora-se hoje, o Dia Mundial da Sociedade da Informação.
Este dia, anteriormente conhecido como Dia Mundial das Telecomunicações, para comemorar a fundação da União Internacional de Telecomunicações, ocorrida em 17 de Maio de 1865, adotou a atual designação por resolução da Assembleia Geral das Nações Unidas, dando sequência ao encontro da Cúpula Mundial sobre a Sociedade da Informação, ocorrido em Túnis, em 2005.
O principal objetivo do dia é chamar a atenção de todo o mundo para as mudanças da sociedade proporcionada pela Internet e pelas novas tecnologias. A data, também tem como objetivo ajudar a reduzir a exclusão digital.
A propósito das mudanças na sociedade proporcionadas pela Internet, nem vale a pena fazer a lista uma vez que ela é já extensa. Não é por acaso que alguns regimes totalitários em desespero de causa, tentaram bloquear o acesso à mesma aos seus povos, numa última tentativa de adiar o inadiável. Outros há, que ainda subsistem graças ao controlo das mesmas, nomeadamente filtrando os conteúdos acessíveis ou pura e simplesmente impedindo de todo o seu acesso. Veja-se o exemplo da Coreia do Norte, entre outros que nos são mais ou menos próximos.
Por outro lado, há a utilização destas ferramentas em termos da divulgação de muita informação e contrainformação que mais não pretende do que “formatar” o pensamento global, dentro de lógicas mais ou menos políticas, com objetivos muito pouco claros ou evidentes. Ou, se calhar, são até mesmo muito evidentes desde que a nossa capacidade de raciocinar e, consequentemente, filtrar essa mesma informação não se perca. 
No entanto, nem só para coisas “más” ou menos claras servem estas redes de conhecimento. Também servem para que de repente e quase sem se dar por isso, se formarem verdadeiras correntes de opinião que terminam amiúde, em resultados mais ou menos esperados. 
Que melhor exemplo do que a corrente de opinião que lenta e serenamente se foi formando e que levou a que o NOSSO Salvador Sobral, tivesse ganho o Festival Eurovisão da Canção?… 
Já aqui me debrucei, em tempo útil, sobre o tema por isso não o vou fazer novamente para não correr o risco de me repetir. Apenas referir que é verdadeiramente extraordinário que uma simples CANÇÃO, tenha ganho em toda a linha – prémio de interpretação, de melhor composição, mais votada pelos júris dos diferentes países e mais votada pelo público, através do televoto. Notável!!!
No passado dia 8 de março, escrevi aqui que o “Festival Eurovisão da Canção, que desde a introdução do televoto foi desvirtuado na sua essência, mais se assemelhando a um festival de performance em que o espetáculo que a atuação proporciona é que mais conta, em detrimento da qualidade da composição (letra e música) e da qualidade do intérprete.” 
A vitória de Portugal veio, provavelmente, contribuir para devolver o Festival à sua essência – a Canção. Ou, como diria o Salvador no seu discurso de vitória, “a Música não é fogo-de-artifício. A Música é sentimento”. E a Europa da Eurovisão, SENTIU!!!

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