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VAMOS FALAR DE PERTURBAÇÃO DE STRESS PÓS-TRAUMÁTICO

SAÚDE E VIDA
Após serem expostas a um trauma a maioria das pessoas experimenta alterações psicofisiológicas, podendo vir a desenvolver um conjunto de sintomas característicos conhecidos como perturbação de stress pós-traumático. “75% dos portugueses experimenta um trauma ao longo da vida” (Albuquerque et al, 2003).
A pessoa esteve diretamente envolvida no evento traumático, testemunhou o evento traumático a ocorrer noutros ou teve conhecimento que o evento traumático ocorreu a um familiar ou amigo próximo (o evento deve ser violento ou acidental). A pessoa esteve exposta de forma repetida a eventos traumáticos ou a detalhes aversivos a esses eventos, como por exemplo, os socorristas na recolha de restos humanos.
Stress (perante uma situação percebida como ameaça, ficamos com tensão, há uma componente fisiológica), Pós (a resposta não ocorre mediatamente), Traumático (pressupõe uma experiência de dor e sofrimento emocional ou físico). São exemplos de eventos traumáticos os acidentes graves, violência doméstica, sequestro, violação, assalto violento, desastres naturais…
A emoção base é o medo !!!
Segundo Seaer (2005), o Trauma e a Ansiedade “andam de mãos dadas”. Quando há um contínuo de estado de ansiedade desadaptativo, torna-se desagradável e provoca sintomas psicossomáticos.
O contexto de aquisição do evento traumático é diferente de caso para caso, mas os sinais e sintomas são iguais. Pode-se falar então em sintomas como a Reexperiência da situação traumática através de pensamentos intrusivos recorrentes, sonhos perturbadores e recorrentes sobre o evento traumático, atuar ou sentir como se o evento traumático estivesse a acontecer “flashbacks”. Outro sintoma é o Evitamento de estímulos associados ao evento traumático; o evitar atividades, lugares ou pessoas que provocam “lembretes”. Há uma perda de interesse em atividades que a pessoa antes gostava, uma limitação afetiva e um desapego às pessoas/isolamento.
A pessoa apresenta um sentimento de culpa persistente e distorcida de si e dos outros bem como um estado emocional negativo persistente. Apresenta ainda sintomas persistentes de ansiedade e observam-se alterações fisiológicas como a tendência para se assustar mais facilmente, hipervigilânica, irritabilidade, perturbações do sono, resposta de sobressalto exageradas.
Estes sintomas devem persistir por mais de um mês.
“Nenhum medicamento cura a PTSD. A medicação pode ajudar a controlar os sintomas e a capacitar a pessoa a participar mais eficazmente na psicoterapia” (A.P.A., 1998)
Pretende-se tratar os sintomas, minorizar a dor e sofrimento da pessoa mas também dos seus familiares.
É das perturbações mais tratáveis através da Psicoterapia (Clinical Practice Guidelines, 2010). No entanto, devemos trabalhar cada vez mais para a PREVENÇÃO. 

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