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SERÁ QUE SABEMOS LIDAR COM OS NOSSOS FILHOS?

TÂNIA CARVALHO
Continuamente, os pais atribuem responsabilidades aos filhos, por vezes de forma inconsciente, quando a responsabilidade não lhes pode ser atribuída. 
Quando os pais saem para um lugar com muita gente os pais dizem: “Não saias de perto de mim, não largues a minha mão.” É claro que a criança se distancia e muitas vezes até se perde dos pais por estar na brincadeira. Então os pais quando a encontram dizem: “Eu não disse para não largares a minha mão? Não avisei?”. 
Nesta situação, os pais transferem a responsabilidade para a criança. No entanto, não é a criança que tem de ter a responsabilidade de se comportar como um adulto. Cabe aos pais ou cuidadores prevenir desastres pois eles é que devem ter maturidade suficiente para antecipar “tragédias”. 
É claro que, não é uma criança de 4, 5 ou 6 anos que tem maturidade suficiente para cuidar de si próprio e sim, os pais. Então os pais devem dizer: “Este lugar está cheio mas eu vou segurar a tua mão o tempo todo. Não precisas de ter medo porque estarei sempre perto”. 
Outro exemplo, é deixar objetos de risco ao alcance da criança e dizer: “Não toques nisto porque é perigoso”. Dizer isto é, o mesmo que transmitir à criança não só a curiosidade como também a maturidade que eles não possuem. Então simplesmente, tire de perto da criança os objetos de risco.
Certos acidentes, poderiam ser evitados, se os pais fossem alertados sobre essa transferência de responsabilidade completamente ineficaz e imatura.
Neste Dia Mundial da Criança, proteja os seus filhos, dê-lhes a confiança de que estarão sempre por perto e atentos e principalmente, converse muito com eles. 
É mais eficaz o diálogo do que o uso de berros, gritos e até mesmo “palmadas”.

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