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BURNOUT: O ESGOTAMENTO PROFISSIONAL

VANESSA MIMOSO
O Burnout é definido como uma síndrome psicológica que resulta da tensão emocional crónica no trabalho. Independentemente da profissão, a pressão emocional constante, o stress excessivo e prolongado fazem parte do dia a dia num mundo cada vez mais competitivo.
O Burnout é uma consequência deste ritmo atual, pois existe cada vez mais uma maior competitividade no contexto de trabalho, uma pressão desajustada (sobrecarga de tarefas, desajuste nas funções atribuídas, alterações no horário de trabalho, isolamento social no trabalho) ou porque a atividade exercida é muito intensa e/ou sujeita a riscos.
O processo de Burnout é individual (Carlotto, 2002). É visto como uma experiência subjetiva interna que gera atitudes e comportamentos negativos relativamente ao trabalho, com desmotivação, desgaste, perda do comprometimento e, consequente menor entusiasmo, dedicação/empenho e eficácia profissionais o que leva a consequências indesejáveis para a organização (baixa produtividade, abandono do emprego).
O indivíduo pode apresentar um conjunto muito amplo de sintomas, tais como: tristeza, irritabilidade, perda de controlo emocional, desânimo, apatia, humilhação, revolta; é possível que o indivíduo sofra fisicamente com a doença, apresentando sintomas psicossomáticos como falta de ar, palpitações, dores de cabeça, dores musculares, distúrbios gastrointestinais. É frequente apresentar dificuldades de atenção e de concentração, dificuldades de memória, diminuição da autoconfiança, do autoconceito, da autoestima. Por vezes, apresentam comportamentos marcadamente agressivos, um isolamento social e maior propensão para o consumo de álcool.
Há diversos sintomas que, numa fase inicial, se confundem com depressão. No diagnóstico diferencial é importante entender que o Burnout é provocado por uma exaustão/stress profissional e, uma vez retirada da situação que lhe provoca essa exaustão/stress, a pessoa melhora significativamente e recupera. No entanto, o Burnout pode ser acompanhado de uma depressão e, neste caso, é muito provável que a pessoa continue a estar depressiva embora já tenha sido retirada dessa situação que lhe causava exaustão/stress profissional (Almeida, 2016).
Relativamentge ao tratamento, a Psicoterapia irá ajudar o indivíduo a compreender melhor as razões que contribuiram para esta problemática; em simultâneo a atividade física regular e os exercícios de relaxamento devem entrar para a rotina, assim como o cumprimento das horas do sono, pois ajudam a controlar os sintomas. É essencial que o indivíduo mantenha uma vida social bem ativa.

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