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H2O DA VIDA

VERA PINTO
Todos os dias escutamos incrédulos na rádio, lemos indignados numa revista ou assistimos revoltados na televisão a mais um acidente causado pela condução sob a influência de drogas ou álcool, porque o seu consumo reduz os reflexos ao volante e a capacidade de concentração. Sabiam que conduzir com baixos níveis de hidratação tem os mesmos efeitos? Não quero ser demasiado sensacionalista, mas acredito que abordando o assunto desta forma o nível de consciencialização das pessoas aumenta.
A água constitui o principal componente do organismo, representando cerca de 60% do peso corporal de um adulto. A água é fundamental para o transporte de nutrientes, necessários à produção de energia que é indispensável ao funcionamento do organismo, além disso ajuda a eliminar os resíduos resultantes dos processos metabólicos. Uma hidratação adequada é básica para o funcionamento do cérebro, bem como para a tonificação dos músculos e das articulações, que juntamente com os ossos, são necessários ao movimento. Ajuda igualmente a regular a pressão arterial e a controlar a temperatura corporal.
Existem inúmeros problemas de saúde que podem ser prevenidos e mesmo tratados através do consumo adequado de água. Acreditam? Desde diabetes descompensada, obesidade, passando por infecções urinárias frequentes, pele seca que a predispõe a outras infecções, estes são alguns dos exemplos. Mais, a desidratação, caracterizando-se pela baixa disponibilidade de água no organismo pode levar a morte se não for tratada de forma adequada. “Beba água” deve ser a medida não farmacológica que mais aplico e tendo em conta todas as suas vantagens não deixa de ser desapropriado.
Mas afinal, de quanta água precisamos? Tendo em conta a influência do grau de hidratação sobre a saúde e o bem-estar, é importante que possamos consumi-la em quantidades adequadas. Em circunstâncias normais, uma pessoa perde entre dois e dois litros e meio de água por dia. Isto acontece sobretudo pela urina, mas também pela respiração, pelo suor e pelas fezes. Por esta razão, deve haver sempre um equilíbrio muito dinâmico e estreito entre o que entra e o que sai. As necessidades de líquidos variam de pessoa para pessoa, em função da actividade física ou do exercício que realizam, das condições ambientais, do padrão alimentar, de hábitos tóxicos, como o consumo de álcool, e dos problemas de saúde de que se padeça, entre outros factores. Em termos gerais, os homens devem ingerir dois litros e meio e mulheres dois litros, mas existem excepções, como as grávidas. Uma medida que se aplica a todos, é beber a quantidade de água necessária de modo a que a urina surja incolor e inodora. Ter ideia da quantidade de água que necessitamos é importante, porque tal como a falta de água é um problema, ingerir água em excesso também implica riscos. Ultrapassar em cinco ou seis litros por dia a quantidade de água recomendada representa um problema de saúde porque acarreta sobrecarga renal. O conhecimento de si próprio e, no seguimento deste artigo da quantidade de água que precisa, mas também em relação a tudo o resto, o autoconhecimento é a melhor forma de se estar saudável.

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