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NOVAMENTE OS PROGRAMAS DE TALENTOS…

PAULO SANTOS SILVA
Numa semana de particular relevância e em que, se calhar, o tema deveria ser o lançamento da 1ª Edição da Revista Bird em Papel, decidi abordar novamente os programas de talentos que constantemente nos entram “pela porta adentro”. Neste caso o Just Duet.
O conceito é simples. Vários candidatos à procura de serem escolhidos por terem chegado a uma final e terem realizado o “dueto perfeito”. Tudo isto com o apoio de um painel de quatro jurados/mentores, com quem terão de realizar o supracitado desígnio.
A primeira questão se coloca é – existe um “dueto perfeito”? Obviamente que não. Não, porque a perfeição não existe e não, porque a avaliação da “perfeição” de um dueto depende de muitos fatores, sendo que uma boa parte deles serão altamente subjetivos.
Outra questão pertinente, é os critérios que levaram à escolha deste painel de jurados/mentores. Na minha modesta opinião, altamente desequilibrado. Se por um lado não questiono cada um deles como músico (gostos à parte) e até percebo que se queira um leque alargado de influências musicais, acho que alguns deixaram manifestamente bastante a desejar naquilo que demonstraram enquanto mentores dos candidatos. 
Destaco, pela positiva, o caso do Héber Marques. Sóbrio nas análises dos concorrentes (seus e dos outros) e sábio nas opções propostas, bem como nas ajudas dadas aos “seus” concorrentes. 
Quanto aos outros, perdoem-me a sinceridade mas, do que vi, fracos. Tome-se como exemplo o programa desta semana. Paulo de Carvalho, muito refém de um estilo musical que é o seu, mas que não resulta de todo com outros (a versão de Mãe Negra apresentada não trouxe rigorosamente nada de novo) ou então, completamente colado ao tema original, como foi o caso do tema Ele e Ela em que, novamente, nada surpreendeu. 
Agir, tal como o pai Paulo de Carvalho (será que foi uma opção acertada da produção em juntar os dois?…), tenta “enfiar dentro da sua camisa” os temas que propõe aos seus candidatos. A versão do tema do Diogo Piçarra que fez no programa passado com a sua concorrente, é um bom exemplo disso. Despropositada, no mínimo.
Gisela João, é o exemplo contrário. Tenta nadar fora da sua zona de conforto e acaba por, com isso, ficar ainda mais nervosa do que os próprios concorrentes. Dois excelentes exemplos no domingo passado, em que falhou redondamente. Más escolhas musicais, nas quais se sentia de todo desconfortável e insegura, sendo que acabou por arrastar os concorrentes para esse mesmo desconforto e insegurança. 
Valha-nos ao menos o Héber Marques para salvar a “honra do convento”. Versátil, assertivo nos comentários sem se tornar desagradável ou deselegante, mas acima de tudo muito inteligente na condução dos seus concorrentes, no que diz respeito aos duetos apresentados. 
Veremos, pois, como tudo isto acaba.
Por falar em acabar, termino mais uma vez prestando a minha pública homenagem e agradecimento ao mentor da BIRD MAGAZINE – Ricardo Pinto – pela coragem, ousadia e persistência que levou a que, orgulhosamente, vá ser lançado na próxima sexta-feira a obra “BIRD Magazine, Volume 1”. É com muita honra que integro este projeto desde 2014 e estar presente nesta obra com uma crónica da minha autoria, é um motivo de grande felicidade! Obrigado!!!

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