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O TURISMO, EMPREGO E QUALIDADE DE VIDA

RUI CANOSSA
Portugal já é o 13º país onde o emprego mais depende do turismo. Espalhados pelo mundo só há 12 países que dependem mais do turismo para empregar do que Portugal. De acordo com o relatório do Fórum Economico Mundial sobre a competitividade turística, 7.9% dos empregos em Portugal vêm do setor das viagens e turismo. Os países que estão à frente de Portugal são a Jamaica, Panamá, Hong-Kong, Nova Zelândia, Croácia, Montenegro, Maurícias, Grécia, Camboja, Barbados, Cabo Verde e Malta, onde 16.5% dos postos de trabalho deste pequeno país estão diretamente ligados ao turismo. 
Se a relevância do turismo no emprego em Portugal é grande, a tendência atual e de futuro é para aumentar. É que estes dados são de 2015 e não têm em consideração ainda o boom de postos de trabalho criados entretanto de norte a sul do país, quer seja nos hotéis, restaurantes, agências de viagens, serviços de transporte, ou na chamada “indústria do lazer”, que é impulsionada diretamente pelos turistas. 
Segundo as estimativas do Conselho Mundial de Viagens e Turismo (WTIC) – a fonte do Fórum Económico Mundial e a referência estatística do setor turístico a nível internacional – os empregos ligados diretamente à fileira do turismo em Portugal já subiram para os 8.1% em 2016 do emprego total do país o que corresponde a 372 mil postos de trabalho e voltaram a subir para 8.2% em 2017 o que equivale a dizer 384 mil postos de trabalho. O WTIC estima que o emprego no turismo português possa vir a crescer cerca de 1.4% ao ano na próxima década, o que significa que, em 2027, haja 441 mil postos de trabalho no setor. 
Mas se reparou, estive apenas a referir-me aos empregos diretos, já que há muitos postos de trabalho noutros setores que estão a ser impulsionados indiretamente pelo boom de turismo. Como dizia no último artigo, há que ter em conta o efeito de arrastamento do turismo sobre outras atividades como a alimentação e bebidas, recreação, vestuário, habitação, e outros gastos dinamizados pelo turismo. O WTIC estima que a contribuição total da fileira das viagens e turismo para o emprego em Portugal atinja 20% em 2017 e que daqui por dez anos represente 22.6%. Isto significa dizer que, entre postos de trabalho diretos e indiretos, induzidos, o turismo português irá superar o milhão de empregos na próxima década.
Termino a dizer também que hoje temos melhor planeamento estratégico e uma maior aposta na qualidade, fruto de uma nova geração de gestores, empresários e líderes políticos que souberam responder da melhor forma às exigências de quem nos procura. Aliás atrevo-me a dizer que o nosso maior recurso é a excelência da qualidade de vida. Resta-nos muito pouco na economia global do que nos tornarmos no melhor país do mundo para viver. E não falta assim tanto para isso acontecer.

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