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CORRIDA PORTUCALE 2017

Há lendas e factos que tentam explicar a origem do nome. Portugal, Porto, Gaia ou até Galiza são nomes que radicam em Cale. Várias são as teorias relativas à origem do nome, ao qual foi associado o Portus latino de significado entendível pela presença do porto natural no rio Douro. No ano 74 terá sido tomado por Perpena, lugar-tenente de Sertório, chefe dos lusitanos. No domínio romano, seria o primeiro povoado na grande circunscrição que o Douro separava da Lusitânia, que daí tomou o nome para Callaecia, de que veio a resultar Galiza. A primeira referência documental a “Portucale” surge no século V. Também dali tomou nome o Condado Portucalense, do qual veio a nascer Portugal. Facto é que se trata da melhor forma de designar algo, mesmo no século XXI, relacionado com duas cidades que se continuam a complementar.” por A Direção do Centro de Atletismo do Porto
ELISABETE RIBEIRO
.. E assim nasceu a ideia de unir as duas cidades numa corrida representativa recheada de simbolismo e história. 
Esta foi a minha segunda participação nesta prova. Na edição anterior fiquei fã do percurso, do ambiente e da organização. Tive de regressar, apesar do seu adiamento. Quem corre sabe que, quando apanhamos boa boleia para correr, não se muda. Depois da experiência da Douro Run, voltei a “massacrar” o Cabral para a boleia na Portucale. Depois de vários requerimentos, emails, cartas registadas e mais umas centenas de pedidos… ele lá cedeu e aceitou ( estou a brincar, não fiz nenhuma carta registada… mas o resto mantém-se!)
O calor já apertava às 9h da manhã. Não iriam ser 15 kms muito fáceis. Mas vá, eram só 15! 
Sabem do que eu gosto mesmo nestes eventos? É do circular entre os atletas e encontrar rostos conhecidos mas com quem nunca falámos. Conhecidos porque há um elo comum. Depois há os rostos conhecidos e com quem já falamos e nos juntámos para a fotografia. Há também aqueles atletas a quem, na conversa se pede para rebocar (Luís Miguel Silva), em caso de necessidade…
De repente olhámos e vimos, algures, amigos que fizeram questão de ir assistir à partida, apenas e só porque a amizade impera. 
Começou a corrida! Calor do bom até ao retorno do Freixo. 
Mas, pelo caminho, fomos ouvindo vozes de incentivo, ora no público ora no pelotão. Aqui, o Manuel Silva e a esposa ladearam-me para um afável cumprimento e ânimo. Evitei falar muito pois o calor era imenso. Mas é uma missão quase impossível, quando o ambiente é tão agradável à nossa volta. Quando chegámos à Ribeira perdi-me completamente. Viram a camisola de Amarante e comentavam. Simpática e educada como sou tinha de responder. Depois eram as objetivas que me chamavam e… “sai um pulo dos lados de S. Gonçalo, se faz favor!”. Mais à frente surge o Vitor Dias, e lá fica a miúda a querer levantar voo. Com tanta adrenalina e energia despendida, nem dei pelo balanço da Ponte D. Luís quando lá passei. Demorei cerca de 500m a recuperar. Em direção à Afurada sentimos o vento e uma aragem mais fresca que auxiliou na restituição de um ritmo mais equilibrado. Ouvi o Leandro Ramos a chamar por mim e a motivar… soube tão bem!!! Retorno da Afurada! A partir dali fomos certinhos até à meta. Coincidência ou não, a quem pedi para me rebocar, no inicio da prova, acabou mesmo por fazê-lo no último km. Bem lhe disse para seguir e aplaudir-me na meta, mas a resposta foi ” Não, é para terminar todos juntos!”. Seguimos a sua passada e os últimos metros foram fabulosos. Uma entreajuda fantástica e uma cumplicidade inigualável. O Cabral cedeu-me a passagem para ficar o registo do pinote na meta.
Prova terminada e uma excelente sensação de objetivo cumprido. (Sim, porque aqui o objetivo era terminar!). Aquela sensação de satisfação que nos preenche e nos faz esquecer as possíveis dificuldades que pudéssemos sentir ao logo da empreitada. Sorrisos abertos, abraços sinceros e um coração feliz. Com mais esta experiência tenho mais consistente a ideia que as provas têm de ser usufruídas, vividas na sua dimensão de “correr por prazer”. Os tempos são para os profissionais e para os atletas que se querem superar e mostrar o resultado do trabalho realizado para o efeito. Eu gosto de correr, mas também gosto de me divertir. O relógio deixou de ser um acessório essencial e passou a ser um acessório de mero registo. Correr, divertir, sorrir, conviver e… ser feliz!
Ao CAP Centro de Atletismo do Porto e à EventSport quero endereçar os mais sinceros parabéns pela excelente organização com muita simpatia à mistura. 
Não posso terminar sem deixar um especial agradecimento a todos os fotógrafos presentes neste evento. Sois os verdadeiros autores da história de cada atleta. Se não fosse o vosso registo fotográfico tudo não passaria de uma narrativa contada. Convosco a corrida tem mais vida! 
A todos que me motivaram, cumprimentaram, chamaram e acarinharam, um infindável obrigada.
A ti, António Cabral, muito obrigada pela companhia. Correr assim fica mais fácil.
Corrida Portucale, sou feliz a correr aqui!

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