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EFEITOS DO CALOR NA PESSOA IDOSA

O organismo humano esta estruturado de forma perfeita, tem um sistema de termorregulação que procura manter a temperatura corporal interna nos valores de 37º.
ANTONIETA DIAS
Todavia, nem sempre conseguimos manter este padrão de perfeição porque existem alguns mecanismo de defesa que podem falhar e que por vezes não conseguimos evitar os prejuízos causados pelos efeitos graves que o calor intenso gera no nosso corpo.
Sempre que as temperaturas ambientais se elevam para valores acima dos quais nós não conseguimos controlar, entramos em falência orgânica por incapacidade em estabilizar a nossa temperatura corporal.
Apesar dos sistemas compensatórios que visam minimizar os efeitos nefastos das temperaturas ambientais mesmo a nossa resposta a esta agressividade corporal se organize de forma sistemática e consiga produzir grandes quantidades de suor, na tentativa de que este sistema de arrefecimento seja eficaz para diminuir a temperatura corporal do organismo à medida que o suor se evapora, por vezes falhamos e então vivenciamos um grande risco de vida.
Acresce a esta dificuldade de resposta orgânica eficaz a existência de ambientes húmidos que impedem ainda mais e bloqueiam esta defesa natural, deixando assim um risco acrescido e que muitas vezes impede que não se obtenham os padrões aceitáveis e aconselháveis à manutenção das temperaturas corporais adequadas devido à presença de humidade do ar ambiente que perturba os mecanismos de evaporação, atrasando-os.
Em certos casos há mesmo uma paragem da evaporação quando a humidade atinge os 90%.
Se a temperatura do corpo aumentar demasiado, a quantidade de suor que o nosso organismo produz não é suficiente para criar o arrefecimento desejável e entramos em falência por desidratação.
Nestes casos a desidratação é fenómeno grave porque irá provocar alterações a nível cerebral que são irreversíveis
Para além desta destruição cerebral outros setores corporais, podem sofrer lesões que nalguns casos extremos poderá mesmo conduzir mesmo à morte.
Sempre que o ambiente atinge temperaturas muito elevadas podem criar nas pessoas o chamado golpe de calor.
Estes surgem quando se vivenciam exposições prolongadas de calor intenso durante vários dias.
Se o nosso organismo não consegue manter o equilíbrio termoregulador deparamos com um quadro clínico grave designado pelo termo comum de “golpe de calor” que se caracteriza pelo aparecimento de febre alta, taquicardia (aumento da frequência cardíaca), tonturas, dores de cabeça, confusão mental, podendo até haver perda de consciência
A pele fica vermelha e seca, com incapacidade de produzir suor e surgem cambras musculares.
Estamos perante uma emergência medica que exige tratamento imediato, pela severidade da situação clínica.
O golpe de calor surge quando o nosso centro termorregulador não consegue controlar a temperatura corporal, deixando de produzir suor, e os níveis de temperatura corporal atingem valores de 39º num espaço muito curto de tempo( 10 a 15 minutos).
No caso em apreço a primeira medida é accionar de imediato o Centro de Emergencia médica o 112, para que se faça um atendimento médico o mais celere possivel.
Contudo enquanto se aguarda esta preciosa ajuda devem ser realizadas algumas diligencias que apesar de simples são importantes e podem salvar a vida das pessoas que sofrem um golpe de calor.
Os procedimentos que devem ser realizados enquanto não chega a equipa de emergência medica (112), inclui transportar a pessoa para um local mais fresco, se possível para um sitio onde exista ar condicionado; aplicar toalhas húmidas no corpo para promover o arrefecimento corporal e pulverizar com agua fria o corpo da pessoa; colocar um ventilador para aumentar o arrefecimento e ministrar grandes quantidades de liquido, desde que a pessoa esteja consciente, caso contrário, não se devem ministrar por via oral.
O golpe de calor é uma emergência medica, tem de ser tratado de imediato.
Se atrasarmos o tratamento podem surgir complicações muito graves a nível dos órgãos nobres como cérebro, coração e rins.
A perda excessiva de água e de electrólitos gera uma alteração do metabolismo hidro-eletrolitico, como repercussões na saúde, difíceis de controlar.
Podem mesmo originar espasmos dolorosos no abdómen e nas extremidades-membros superiores e inferiores- pernas e braços.
Estas alterações resultam da perda de sais e de eletrólitos, de difícil controlo em todos os grupos etários mas muito grave nas crianças e nos idosos.
As caimbras musculares são potencialmente perigosas nos doentes com patologia cardiaca, hipertenos e em todas as pessoas que se alimentam com dietas hiposalinas.
Se as caimbras musculares surgirem durante o exercício físico, deve alertar-se os desportistas para interromperem o exercício e procurar um local calmo e fresco para descansar.
Outra medida importante é massajar e esticar os músculos suavemente, ingerir sumos de frutas naturais sem adição de açúcar e/ou bebidas contendo eletrólitos (bebidas para desportistas).
Se a situação persistir devem procurar apoio medico para minimizar e tratar esta doença.
Tendo em conta que a temperatura corporal normal e de 36.5 º centígrados e estando o termostato do nosso corpo localizado no hipotálamo( na base do cérebro), o nosso organismo, comandado por este órgão, fa

z com que a nossa temperatura corporal se mantenha de 37 graus Celsius .

Quando surge uma vaga de calor a temperatura corporal aumenta o organismo responde a esta elevação da temperatura com vasodilatação e com a produção de suor que se evapora e baixa a temperatura,sendo este o mecanismo de defesa primário (um litro de suor que se evapora liberta 540 Kcl).
Diariamente eliminamos cerca de dois litros e meio de líquidos, sendo maior a quantidade expelida na urina.
Os eletrólitos e os sais minerais são outros elementos que perdemos em excesso quando a nossa temperatura corporal aumenta, pelo que temos necessidade de os repor e aconselhamos a que as pessoas bebam muito, cerca de 3 litros de agua por dia).
Assim em medida para repor estas perdas, precisamos de ingerir 0.5 g a 0.7 gramas de sódio por litro de água e por dia, para compensar o que perdemos com o mecanismo de defesa em que evaporamos o suor.
Devemos ainda aconselhar para além da água o uso alimentar das laranjas já que são excelentes compostos para repor as perdas.
Aconselhamos a consumir os líquidos a temperaturas inferiores às do ambiente (normalmente entre 15 a 22 graus Celsius).
Outros frutos como o abacaxi, a melancia e o melão devem ser incluídos nestas dietas.
Em suma, é importante evitar as exposições solares, permanecendo em locais frescos e com ar condicionado se possível durante os períodos de maior calor.
No casos dos idosos e das crianças ou em pacientes com determinadas patologias os riscos são ainda mais acrescidos pelo que o cuidado ainda deve ser muito maior.

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