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CHESTER BENNINGTON

PAULO SANTOS SILVA

Ainda o mundo da música não estava refeito do desaparecimento de Chris Cornell, que tinha sido alvo de uma crónica nestas páginas que vos escrevo e, precisamente no dia em que o seu amigo faria anos, Chester Bennington decide pôr termo à vida. 

Para os mais distraídos, o nome não será familiar. No entanto, se dissermos que foi o vocalista dos Stone Temple Pilots e, principalmente, dos Linkin Park o caso já muda de figura.
Nascido em Phoenix, a 20 de março de 1976, Chester Charles Bennington foi cantor, compositor e ator. Chester nasceu em Phoenix, Arizona, tendo-se mudado algumas vezes para outras cidades deste estado. Mais tarde, revelou ter sido abusado sexualmente por um amigo mais velho, o que, somado ao divórcio dos seus pais, o ajudou a entrar no mundo das drogas de onde conseguiu sair aos vinte anos, quando se casou pela 1ª vez.
O seu primeiro instrumento foi um piano, tendo o seu irmão mais velho sido uma fonte de inspiração no que toca a abrir-lhe os horizontes relativamente ao conhecimento de várias bandas que contribuíram para influenciar a sua carreira musical.
Envolveu-se em diversos projetos até que, em 2013, substituiu na banda Stone Temple Pilots o vocalista Scott Weiland que assumiu ser uma das suas maiores influências, a par de Robert Plant dos Led Zeppelin e, principalmente, dos Depeche Mode. 
Dois anos e meio depois, deu por terminada a colaboração com a banda por motivos que não tendo sido bem explicados, terão tido como base a dificuldade em conciliar a atividade pessoal e familiar, com a atividade como vocalista naquela que já era a sua banda principal – os Linkin Park. Foi, aliás, com esta banda que ganhou dois dos prémios mais importantes da música – os Grammys – e gravou sete álbuns que venderam mais de 70 milhões de cópias.
Deixou seis filhos de dois casamentos, sendo um deles adotado. Segundo o porta-voz da Polícia de Los Angeles, Chester suicidou-se por enforcamento, sendo mais um caso de um músico que não aguenta a pressão da fama, aliada ao consumo de álcool e drogas. Lamentavelmente mais um. Juntando a estes fatores, a espiral depressiva em que terá entrado após a morte do amigo Chris Cornell, temos reunidas todas as condições para um final trágico, como oque aconteceu.
Deixo-lhe como sugestão de audição, o tema Halleluja de Leonard Cohen, interpretado por Chester Bennington no funeral de Chris Cornell. Quase que diria, premonitório.
PS. – Para terminar num registo menos triste, 60 mil pessoas num festival de música em que tocam Herbie Hancock, Manel Cruz, Nação Zumbi e Jards Macalé, entre muitos outros, é mais do que um orgulho para uma cidade como Amarante – é um MIMO!!!

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