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FESTIVAL MIMO DE AMARANTE PARA O MUNDO

CRÓNICA DE ANABELA BORGES
FOTO EC
Diversidade. É a palavra que define o Festival MIMO.
Primeiramente, a diversidade é vincada pelo extenso abraço entre dois continentes separados pelo Atlântico, logo seguido por um outro abraço apertadinho entre dois países irmãos: Portugal e Brasil. A cidade que recebe o festival deste lado do Atlântico é a minha bela cidade de Amarante. Quando pesquisamos, no sítio oficial do festival, podemos ler sobre Amarante: “Palco da estreia internacional do MIMO Festival, a charmosa cidade, que é do distrito do Porto, está localizada no Norte de Portugal. Distinguindo-se pelo património cultural e natural da região do Tâmega e Sousa e intenso fluxo turístico, Amarante é conhecida por seu belo casario, as igrejas seculares e a produção do apreciado vinho verde”. É com este cenário por guia que milhares de pessoas percorrem Amarante durante os três dias que dura o festival. Neste ano, foram mais de 60 mil presenças.
A diversidade em diferentes palcos.
A diversidade manifesta-se a todos os níveis. Desde logo, toda a oferta do cartaz é gratuita – um luxo! – não se resumindo a concertos, nem a um espaço único. O festival espalha-se generosamente pela cidade: pelo museu Amadeo de Souza-Cardoso, as igrejas de São Pedro e de São Gonçalo, o centro cultural Maria Amélia Laranjeira, o cinema Teixeira de Pascoaes, o Parque Ribeirinho, as ruas e as famosas quelhas, atravessando a velha ponte, com o rio Tâmega correndo aos pés. Ao longo de três dias, a diversidade vai ditando, além dos concertos, uma oferta cultural que passa pela parte educativa, fóruns de ideias, palestras, master classes,workshops, cinema e chuva de poesia, num total de 52 actividades.
Também a área alimentar traduz diversidade, apresentando cardápios para diferentes gostos. Diversidade é a cidade a encher-se de gente de diferentes gerações, vinda dos quatro cantos do mundo, desde os próprios participantes no festival aos visitantes. O ambiente vai-se tornando fluido e descontraído, e há uma felicidade – difícil talvez de traduzir – que se vê genuína nos rostos de quem está. Festivais como o MIMO unem as gentes. Há uma conexão entre as pessoas, e isso nota-se e é bom.
Na edição deste ano, a diversidade contou com artistas como o multi-premiado compositor e pianista Herbie Hancock (EUA), os tuaregues Tinariwen (Mali), Nação Zumbi (Brasil), Ala.Ni (Inglaterra), Richard Bona (Camarões) e Mandekan Cubano, Manuel Cruz (Portugal), Hamilton de Holanda e o já famoso Baile do Almeidinha, entre outros.
Todas essas andanças vieram a proporcionar à minha filha mais nova um encontro com o escritor Valter Hugo Mãe, graças à sua presença no festival. Porque esse sentido de união próprio do festival permite-nos encontrar e reencontrar pessoas que nos fazem bem e com quem queremos estar. E a Inês tinha esse sonho firme de conhecer o escritor que tanto admira, tão ligado ele também ao mundo, e ao Brasil com um carinho especial.
Não tenhamos dúvidas: o MIMO já é um festival do mundo!

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