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QUANDO OS PROBLEMAS DOS OUTROS PASSAM A SER OS NOSSOS PROBLEMAS!

MÁRCIA PINTO
O verão, para a maioria das pessoas é sinónimo de férias, de descanso, de recuperar energia…Contudo, nem sempre é assim! Os problemas não tiram férias, mas era tão bom que isso acontecesse! Por vezes os problemas nem são nossos diretamente mas dos que nos rodeiam aos quais não podemos fugir!
O tempo passa e os problemas teimam em não desaparecer, vamos buscar forças que nem sequer sabíamos que as tínhamos e continuamos a lutar por nós e pelos que amamos.
No entanto, chega a uma altura em que nos começamos a sentir exaustos, sem aparentemente termos feito muito esforço, irritados, sem paciência para ouvir ninguém, mas temos que continuar!
Esta é uma das formas possíveis para o esgotamento emocional. É uma doença que aparece disfarçada e que, se não for levada a sério e devidamente tratada, pode-se transformar em algo muito grave. Tudo começa de uma forma discreta, aparentemente “normal” e nós não dá-mos importância, achamos que é apenas cansaço e que com uma boa noite de sono tudo passará, mas não passa…
Deste modo, quando os sintomas são físicos, procuramos um médico o qual, por sua vez desvaloriza e prescreve um calmante natural juntamente com algum remédio para tratar o sintoma físico. Mas a causa emocional não é devidamente tratada porque infelizmente no nosso país as doenças emocionais/ mentais são pouco valorizadas.
O esgotamento emocional aparece, normalmente, após um período mais complicado que ficou para trás, algum assunto mal resolvido que ainda nos consome mentalmente, quando temos um problema e que estamos a lutar para resolver mas não conseguimos ou pelo acumular de situações menos positivas que nos vão acontecendo.
Assim, ao pesquisar sobre o tema, que me é tão familiar, encontrei formulas milagrosas como por exemplo: “Liberte-se de relacionamentos destrutivos que não te levarão a felicidade nunca. Atue a seu favor, não tente absorver problemas que não são seus. Não faça pelos outros mais do que faz por você. Priorize-se. Você deve viver a vida, e não apenas sobreviver!“ Eu concordo com tudo o que é dito, mas num mudo real é quase impossível colocar isto em prática! Há sentimentos que não se controlam, emoções que nos ultrapassam. Vou deixar de apoiar os que mais amo?! Fingir que não é nada comigo?! Seria pior, pelo menos para mim!
Desta forma, acho muito importante que os sintomas físicos sejam sempre tratados por um médico e o tratamento deve ser seguido como prescrito pelo mesmo.
Contudo, tudo que for do fundo emocional vai-se repetir enquanto não for trabalhado e, se não for tratado atempadamente poderá transformar-se numa situação muito complicada de resolver. Temos mesmo que procurar ajuda de um bom profissional da área, um psicoterapeuta é sem duvida uma boa opção!

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