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INCENTIVOS NO ENSINO

JOÃO RAMOS
Os EUA apresentam um dos piores resultados nos exames de matemática do PISA, dos países da OCDE. Em contrapartida, as escolas secundárias da região de Shangai e de Singapura estão no topo dos rankings, com larga distância para a maioria das nações ocidentais. Partindo destes resultados, investigadores norte-americanos decidiram selecionar dois grupos de alunos de Shangai e de escolas secundárias dos EUA, submetendo-lhes a um teste com 25 perguntas de matemática, semelhante aos realizados pelo PISA. Aos alunos de um dos grupos foi dado um envelope com 25 dólares, ao qual seria retirado 1 dólar por cada resposta incorreta. No final do estudo, os investigadores observaram uma enorme melhoria das classificações dos alunos americanos expostos aos incentivos monetários, ao passo que os seus parceiros chineses mantiveram os resultados muito semelhantes.
À semelhança do que ocorre no contexto laboral, os estudantes ocidentais são bastantes sensíveis aos incentivos de cariz financeiro, sobretudo se estiverem associados a um processo de perda, como no caso do estudo supracitado. Desta forma, fica patente que uma componente importante do insucesso escolar resulta da inexistência de incentivos corretos/efetivos, de curto prazo, para os alunos, sobretudo das famílias mais pobres. Como não são capazes de discernir os ganhos no longo prazo do seu percurso académico, muitos estudantes acabam por abandonar o ensino e ingressar no mercado de trabalho, ficando à merce de emprego precários, de baixos rendimentos.

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