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A HISTÓRIA DESCONHECIDA DO CHOCOLATE EM BAIONA (FRANÇA)

MANUEL DO NASCIMENTO
É no século XVII que chega o chocolate à cidade de Baiona em França. Em 1492, com a Inquisição em Portugal, assim como na Península Ibérica, a partir de 1609, os judeus portugueses (marranas ou ainda os novos-cristãos), chegam a Baiona, cidade fronteiriça com a Espanha. O bairro de Saint-Esprit de Baiona, mais conhecido nesta época por “A nação portuguesa, a nação judaica, ou ainda, a nação estrangeira’’. Conhecedores do cacau, vão dar início à transformação do cacau em França, e, a partir de 1670, a palavra Chocolat, (Chocolate) dá início nos arquivos desta cidade francesa. No entanto, na paróquia, só em 1687, aparece a primeira menção, artesão de chocolate, e portanto, já esta atividade estava em grande expansão nesta cidade desde há anos. Em 1725, com a publicação da ordenança da cidade de Baiona, esta vai dar autorização aos judeus portugueses para o fabrico de chocolate e abertura de boutiques (lojas) para venda. Assim desde 1615, o fabrico do chocolate por judeus portugueses (da Costa ou DaCosta), é reconhecido em França. A partir de 1759, de judeus portugueses chegam a Paris para fazerem comércio na seda ou então no chocolate, onde abrem lojas de comércio na rua Saint-André-des-Arts em Paris. Todos, sem problemas na língua francesa, vestuário e costumes franceses, vivendo de maneira liberal no que diz respeito à sua religião. A confraria Gemilouth Hasadim, chamada Confraria dos Judeus portugueses em 1788, situada na rua Gît-le-Coeur, era da responsabilidade de Salomon (Salomão) Ravel. Das 250 famílias serifadas que existiam em Paris, 170 são de rito português, notadamente os banqueiros, Benjamim Rodrigues e Issac (Isaac) Patto, assim como os negociantes Samuel Brandon e Abraham Dacosta.

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