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TAL COMO HÁ UM ANO…

MÁRCIA PINTO
Começou o novo ano letivo e eis que surge uma novidade! A turma do meu filho (a) tem um aluno com Necessidades Educativas Especiais e agora?!Será que isso vai afetar o rendimento/sucesso escolar do meu educando?! Será que o professor vai conseguir prestar atenção à criança especial e ao restante grupo-turma?!
É verdade que embora a legislação assegure a educação como direito de todo os cidadãos, a universalização do acesso, especialmente na educação infantil, ainda é um grande desafio. São necessários novos recursos de modo a aumentar a oferta e assim contribuir para a qualidade do acolhimento, garantindo condições mais igualitárias de permanência nas escolas.
Neste sentido, a inclusão obriga a repensar a diferença, pois cada criança tem características, interesses, capacidades e necessidades de aprendizagem que lhe são próprias.
Assim, a perspetiva inclusiva tem como prioridade aceitar a diferença o que implica respeitar as características, os interesses, as motivações e os projetos de vida de cada criança, o que só é possível criando estratégias e recursos educativos capazes de promover o seu desenvolvimento global. A ideia central do princípio da inclusão é que todos os alunos são únicos, com as suas experiências, interesses e atitudes e é a escola que se tem que se adaptar aos seus alunos, para tirar partido da diversidade existente. A diferença surge como uma mais-valia, como uma oportunidade de desenvolvimento 
Desta forma, e voltando às questões levantadas anteriormente, os alunos com necessidades educativas especiais, salvo raras exceções, são integrados numa turma reduzida para que nenhum aluno possa vir a ser prejudicado. Para além disso, a escola não é exclusivamente um espaço onde se adquire apenas conhecimento científico. Tem também como objetivo a educação para os valores que constituem elementos fundamentais para a formação e desenvolvimento dos seus alunos. 
Assim, as crianças que convivem com pares especiais têm muito a ganhar nomeadamente:
– Aprender a respeitar e a aceitar o outro, independentemente das características singulares de cada um;
– Aprender a partilha e a interajuda;
– Aprender a solidariedade e a tolerância entre outros valores. 
Deste modo, estas aprendizagens vão proporcionar e desenvolver nas crianças capacidades fundamentais para se tornarem adultos emocionalmente inteligentes. Esta interação vai, num futuro próximo, torna-las pessoas melhor preparadas intelectuais e emocionalmente. 
Como pais e educadores, não nos podemos preocupar só em ter alunos excelentes na área do saber, devemos ter atenção se eles têm valores nas relações interpessoais, no respeito pelo próximo, na regulação das suas próprias emoções, na criatividade e no empreendedorismo. O convívio diário com meninos especiais trará muitos benefícios na construção do seu “eu”. 
É por isso importante que todos os pais, sobretudo aos que estão preocupados porque o seu educando tem na turma uma ´´criança especial´´, refletissem sobre isto:
E se fosse o nosso filho?!

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